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Entregadores de Cuiabá organizam paralisação total contra aplicativo Ifood

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Entregadores de Cuiabá começaram a organizar um protesto contra o aplicativo Ifood, que deve ocorrer no próximo sábado (05) e domingo (06). A ideia dos entregadores é realizar uma carreata com saída no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). 

Protestos semelhantes já ocorreram nos dias 11 e 12 de fevereiro em Goiânia. A expectativa dos organizadores é de que Rio Branco (AC) e Florianópolis (SC). Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um pouco do descontentamento dos organizadores com o aplicativo. 

“Quero atitude do aplicativo com os entregadores guerreiros que estão sempre no corre, embaixo de chuva, sol e friagem”, diz trecho do vídeo de divulgação do protesto. “Apesar dos pesares que estamos enfrentando com agendamento e a subpraça que faz com que eu seja a última opção do aplicativo para receber pedidos”, completa. 

A subpraça é resultado de um sistema de logística e distribuição de pedidos em que o Ifood contrata uma empresa terceirizada, denominada OL, que é responsável por alocar entregadores apenas em determinados bairros, o que restringe os ganhos dos trabalhadores parceiros da empresa de tecnologia.

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“Eles dominam o local e dão preferência de pedidos mais para quem trabalha com eles, para nós que somos ‘nuvens’ que ligamos e desligamos o aplicativo nós pegamos menos pedido por conta deles” afirmou um entregador ouvido pela reportagem do Olhar Direto. 

A OL é uma espécie de quarteirização do Ifood. A empresa Operação Logística é responsável pelo gerenciamento de entregadores, que deixam de ter uma relação menos autônoma com o serviço, passando a atender pedidos conforme demanda. Diferente do entregador “nuvem”, o OL não pode desligar o aplicativo quando quiser nem decidir ficar em casa em determinado dia.

FONTE/ REPOST: LÁZARO THOR BORGES – OLHAR DIRETO 

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Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso

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A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.

De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.

Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.

Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.

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O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:

“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.

A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.

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