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Padrasto agride enteado de 3 anos e a criança tem morte cerebral

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Vítima de violência doméstica, uma criança de 3 anos teve morte cerebral um dia após ser transferida de um hospital de Brasnorte (a 580 km de Cuiabá), para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). O caso foi registrado pela Polícia Militar na quarta-feira (15.12), em Brasnorte.

Em nota, a Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), que administra o HMC confirmou a morte encefálica da criança e informou que protocolo foi aberto na tarde de sábado (18), 24 horas após a primeira avaliação neurológica. “O paciente L.M.S.G. 3 anos, deu entrada na sexta-feira (17), na UTI pediátrica, vítima de violência doméstica. Após receber todo o tratamento possível, a criança não resistiu e sofreu morte encefálica, cujo protocolo será aberto na tarde deste sábado (18), 24 horas após a primeira avaliação neurológica”, diz nota.

A Polícia Militar foi comunicada pelo hospital municipal de Brasnorte sobre a entrada de um menino de 3 anos na unidade de saúde, que apresentava diversos hematomas pelo corpo e marcas de agressões físicas e estava em estado grave.

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A criança foi levada pelo padrasto, 33 anos, que estava muito nervoso e disse que a criança teria tido convulsões e se machucado no berço. Ele disse ainda que na casa estava com às duas crianças e que sua esposa havia saído para trabalhar, perguntado se havia batido nas crianças antes, ele negou.

A médica que fez o atendimento informou que a criança estava em estado grave e foi necessário fazer intubação e encaminhamento para uma UTI e que os ferimentos eram provenientes de agressões físicas.

Vizinhos da família informaram que o suspeito pediu socorro, com a criança nos braços, e afirmando que a criança estaria morrendo. Os vizinhos então socorreram e levaram a criança ao hospital.

A filha do suspeito, de um ano, que estava na residência, foi acompanhada pelo Conselho Tutelar e também apresentava vários hematomas pelo corpo.

FONTE/ REPOST: VGN

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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