MATO GROSSO
Riva tem até fim de fevereiro para pagar parcela de R$ 7,250 milhões prevista em acordo de delação
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Ex-deputado estadual e atual delator premiado, José Riva tem até o dia 28 de fevereiro para quitar parcela de R$ 7,250 milhões presente em seu acordo de colaboração. Informação consta em documento assinado pelo desembargador Marcos Machado, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que homologou a delação.
Conforme os autos, Riva se comprometeu a devolver R$ 92 milhões. Desse montante, R$ 2 milhões correspondem a um avião, já entregue. Em fevereiro de 2020 e 2021, calendário previu pagamento de R$ 15 milhões (somados, correspondente a R$ 30 milhões).
O valor restante, R$ 60 milhões, ficou acordado para ser pago em oito parcelas anuais de R$ 7,250 milhões, além de uma parcela (última) de R$ 2 milhões. Havendo atraso no adimplemento das parcelas, inferior a 6 dias, incidirá multa de 10%. Ocorrendo atraso superior a 60 dias, o Ministério Público pode requerer a rescisão do acordo.
Na colaboração premiada com o Ministério Público, Riva narra crimes cometidos entre 1995 e 2015, quando deputados estaduais recebiam valores mensais de propina para votar conforme os interesses do chefe do Poder Executivo. Há ainda informações sobre negociações de cargos na mesa diretora da Casa de Leis.
Recentemente Riva sofreu derrota jurídica que pode prejudicar seu acordo. A juíza Vandymara Paiva Zanolo, da Vara 4ª Vara Cível de Cuiabá, determinou a rescisão de contrato de compra e venda da Fazenda Bauru, em Colniza, firmado pela empresa Floresta Viva, ligada ao ex-deputado estadual e familiares. Com a decisão, o ex-parlamentar perderá o imóvel. À antiga proprietária, representada pelo advogado Paulo Taques, deverá ser restituída a posse do imóvel. Segundo os autos, o bem, negociado por R$ 18 milhões, não foi pago em sua totalidade.
FONTE/ REPOST: ARTHUR SANTOS SILVA – OLHAR DIRETO
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Nota do Enem amplia acesso ao ensino superior em 2026
A divulgação do resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no dia 16 de janeiro de 2026, abriu novas possibilidades para estudantes que pretendem ingressar no ensino superior ainda neste ano. Além de ser o principal critério de seleção para universidades públicas, por meio de sistemas como o Sisu, a nota do exame também é amplamente aceita por instituições privadas como forma alternativa de ingresso, dispensando o vestibular tradicional.
Em faculdades particulares, o uso da nota do Enem tem se consolidado como um caminho mais prático para quem deseja iniciar ou retomar a graduação. A modalidade permite concorrer a vagas em diferentes cursos, com processos simplificados e maior agilidade na matrícula.
Outro benefício importante é que o desempenho no Enem é requisito para programas federais de incentivo à educação, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que possibilita o parcelamento das mensalidades, e o Programa Universidade para Todos (Prouni), responsável pela concessão de bolsas integrais e parciais em instituições privadas.
Além das políticas públicas, algumas instituições oferecem condições especiais para novos alunos que utilizam a nota do Enem, como descontos diretos nas mensalidades, facilitando o acesso ao ensino superior e reduzindo o impacto financeiro da graduação.
Segundo a diretora da Faculdade Serra Dourada, Daiane Oliveira, o exame cumpre um papel fundamental na democratização do acesso à educação. “O Enem amplia as possibilidades de ingresso e permite que o estudante escolha a melhor forma de iniciar sua graduação, seja por meio de bolsas, financiamentos ou benefícios institucionais”, ressalta.
A orientação é que os candidatos fiquem atentos aos prazos e busquem informações diretamente nas instituições de interesse para conhecer os cursos disponíveis, as formas de ingresso com a nota do Enem e as condições oferecidas para novos alunos em 2026.