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Vereadores aprovam projeto e criam o Dia do Orgulho Hétero em Cuiabá

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O vereador Tenente-coronel Paccola (Cidadania) conseguiu aprovar o projeto, em primeira votação, que institui o Dia do Orgulho Hétero na Capital.

Foram 15 votos a favor e 8 ausências, sendo que a vereadora Edna Sampaio votou contra e o vereador Dídimo Vovô não pode participar da votação, pois presidia a sessão.

A proposta deve voltar ao Plenário da Câmara nesta quarta-feira para segunda, e última, votação. Caso seja confirmada a aprovação segue para a sanção do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).

Quando propôs o projeto, Paccola explicou na tribuna que, às vezes, fica “difícil explicar” para crianças e adolescentes o motivo de ter um dia específico para celebração do orgulho LGBTQIA+ e ressaltou que os heterossexuais também têm direito de se sentirem orgulhosos por sua orientação.

“Eu não tenho nada contra esses dias. Acho que todo mundo tem sua liberdade e tem que lutar por isso. E nós, assim como eles têm orgulho deles, também temos orgulho de dizer que somos héteros, e isso não nos faz melhor e nem pior do que ninguém”, disse o vereador à época.

 

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Paccola pediu apoio para que possam comemorar a data “com as famílias” e não sejam reféns da “ditadura das minorias ativistas que tentam forçar aquilo que é para respeitar como quase obrigatório na vida em sociedade”.

“Ademais, há muito, possuímos diversidade de gêneros e devemos respeitar o direito da escolha sexual de cada um.

O termo heterossexualismo, constante nas mais diversas obras literárias, refere-se a atração sexual e/ou romântica entre indivíduos de sexo opostos, sendo considerada a mais comum orientação sexual nos seres humanos, portanto, primordial para perpetuação natural da espécie”, apontou na justificativa do projeto.

No projeto de lei, Paccola ressaltou que a criação da data comemorativa não gera despesas para a administração pública e pontuou que a criação dos dias “festivos” não é de competência exclusiva do prefeito.

Ele ainda destacou que as autoridades municipais deverão apoiar a realização de atos públicos em comemoração ao dia estabelecido.

FONTE/ REPOST: REPÓRTER MT

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Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios

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A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.

A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.

Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.

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No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.

A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.

Barreiras

Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.

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Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.

Sobre a pesquisa

O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.

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