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Dois hospitais públicos de Cuiabá estão com UTIs covid 100% lotadas

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Com o aumento dos infectados pela covid-19 em Mato Grosso nos últimos dias, taxa de ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) públicas também disparou. Atualmente, são 126 internados em estado grave, o que corresponde a quase 60% dos leitos disponíveis.

Em Cuiabá, Hospital Universitário Júlio Müller e Hospital Estadual Santa Casa já têm 100% de ocupação. Informação consta em boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgado na última terça-feira (11).

Nas últimas 24 horas, ainda, foram registrados mais 2,1 mil casos da doença e 8 mortes ocasionadas por ela. Estima-se que ao menos 9,3 mil pessoas estejam com o vírus ativo no corpo atualmente, sendo que 372 estão internadas e 8,6 mil estão em isolamento domiciliar.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, Mato Grosso acumula 567.357 casos da doença e 14.110 óbitos. Outras 543.947 pessoas se infectaram pelo vírus e conseguiram se recuperar.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de covid-19 estão: Cuiabá (115.340), Várzea Grande (42.143), Rondonópolis (38.849), Sinop 27.222), Sorriso (18.652), Tangará da Serra (18.607), Lucas do Rio Verde (15.900), Primavera do Leste (15.292), Cáceres (12.430) e Alta Floresta (11.683).

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A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada por meio do Painel Interativo da Covid-19, disponível neste link.

FONTE/ REPOST: ANA FLÁVIA CORRÊA- RD NEWS 

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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