MATO GROSSO
Vereadores criam 13º e aumentam VI e o presidente diz: não sei o que a povo pensa
MATO GROSSO
A Câmara de Barra de Garças (a 411.73 km de Cuaibá) aprovou dois projetos de Lei, criando 13º salário para vereadores e aumentando a verba indenizatória de R$ 4,8 mil para pouco mais de R$ 6 mil, o que representa reajuste de 25%, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do último período. As matérias foram aprovadas na sessão da última segunda (06) e aguardam sanção do prefeito Doutor Adilson (PSD).
As matérias receberam votos favoráveis de 14 dos 15 vereadores. O único contrário foi Jaime Rodrigues (MDB), que já não havia assinado os projetos de Lei.
Cada vereador por Barra do Garças tem salário de R$ 8 mil. Com a verba indenizatória de R$ 6 mil, o custo mensal de cada parlamentar chega a R$ 14 mil.
As diárias dos vereadores também foram reajustadas. Agora, são de R$ 800 para viagens dentro do Estado e de R$ 1 mil para fora de Mato Grosso.
Caso sejam sancionados pelo chefe do Executivo, devem entrar em vigor a partir de 1º de janeiro de 2022. No entanto, o pagamento do 13º e da verba indenizatória, já no próximo ano, fere o princípio da anterioridade, previsto no artigo 29, inciso VI da Constituição Federal, estabelecendo que os subsídios devem ser fixados pelas Câmaras Municipais em cada legislatura apenas para o mandato seguinte.
Embora o Supremo Tribunal Federal (STF) o pagamento de 13º e férias a agente políticos não fere Constituição Federal, estabeleceu que poderá ser concedido apenas à próxima legislatura. Sendo assim, poderá ser pago somente aos eleitos em 2024 e com mandato a partir de 2025. O mesmo deve valer para a verba indenizatória.
“Foi uma iniciativa de todos os vereadores. Apenas um não concordou. Não tenho como saber o que a população pensa sobre o 13º, mas posso afirmar que a Câmara trabalha muito”
O presidente da Câmara de Barra do Garças, vereador Pedro Filho (PSD), reconhece que o pagamento em 2022 pode ferir o principio da anterioridade. Por isso, afirma que pretende pagar somente a verba indenizatória reajustada e fazer um estudo jurídico aprofundado sobre a viabilidade de pagar o 13º aos vereadores já no próximo ano.
“Existe uma discussão jurídica sobre o tema. Então, precisamos avaliar”, disse. Pedro Filho ainda afirma que a ideia de criar o 13º partiu de todos os vereadores com exceção de um e que não tem condições de saber o que a população de Barra do Garças pensa sobre o assunto.
“Foi uma iniciativa de todos os vereadores. Apenas um não concordou. Não tenho como saber o que a população pensa sobre o 13º, mas posso afirmar que a Câmara trabalha muito. Na próxima semana, vamos devolver R$ 1 milhão ao Executivo. Neste ano, já devolvemos R$ 500 mil e projetamos devolver mais R$ 400 mil ainda neste ano, totalizando quase R$ 2 milhões.
FONTE/ REPOST: JAQUES GOSCH – RD NEWS
MATO GROSSO
Acrismat e Agrihub apresentam relatório que identifica principais desafios da suinocultura em MT
O AgriHub apresentou, durante o 5º Simpósio de Suinocultura, realizado nesta sexta-feira (10), em Cuiabá, a edição 2026 do relatório Sementes da Inovação – Suinocultura, que consolida os resultados do programa voltado à conexão entre produtores rurais, startups e especialistas para acelerar a inovação na cadeia suinícola de Mato Grosso. A publicação traz um diagnóstico do setor, identifica os principais desafios enfrentados pelos produtores e apresenta soluções tecnológicas desenvolvidas para aumentar a eficiência, reduzir custos e fortalecer a competitividade da atividade.
De acordo com a gerente do AgriHub, Érika Segóvia, a escolha da suinocultura para esta edição do projeto acompanha a importância crescente da atividade no estado. Atualmente, Mato Grosso ocupa a sexta posição entre os maiores produtores de suínos do país, respondendo por 4,78% da produção nacional.
Nas últimas três décadas, o estado passou por uma expressiva expansão no número de matrizes, saltando de aproximadamente 5 mil para 135 mil animais, consolidando-se como um dos principais polos de crescimento da cadeia suinícola brasileira.
O estudo do projeto Sementes da Inovação foi desenvolvido nos principais polos produtores de Mato Grosso, envolvendo suinocultores das regiões de Sorriso, incluindo Lucas do Rio Verde, Sinop, Vera e Tapurah, e de Campo Verde, contemplando também Primavera do Leste e Nova Brasilândia.
Ao todo, 123 produtores participaram do levantamento, contribuindo com 66 apontamentos que resultaram na identificação de 32 desafios estratégicos para a cadeia produtiva.
Entre os participantes, predominam propriedades de Ciclo Completo (45,4%), seguidas pelas Unidades Produtoras de Leitões (36,6%) e pelas Unidades de Terminação (18,18%). O levantamento mostra ainda que 40% das granjas possuem entre 1,5 mil e 3 mil animais, enquanto outros 40% operam com plantéis superiores a 12 mil cabeças.
O estudo do projeto Sementes da Inovação foi desenvolvido nos principais polos produtores de MT
Segundo Érika Segóvia, o relatório mostra que os produtores demonstram elevada abertura para a inovação, mas ainda enfrentam gargalos importantes relacionados à infraestrutura.
“Enquanto metade das propriedades da região de Campo Verde possui conectividade em toda a área produtiva, nenhuma das propriedades avaliadas em Sorriso conta com cobertura total de internet e parte delas ainda opera sem qualquer tipo de conexão”.
Apesar desse cenário, o interesse pela inovação é elevado. Em Sorriso, por exemplo, todos os produtores entrevistados afirmaram ter interesse em testar novas soluções tecnológicas, reforçando o potencial para expansão da inovação na atividade.
Após o diagnóstico realizado junto aos produtores, o AgriHub priorizou os temas considerados mais críticos para o desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso. Entre eles estão a qualidade da matéria-prima utilizada nas rações; a comercialização dos animais; a capacitação e tecnologia para mão de obra rural; o acesso a linhas de crédito específicas para a atividade; a gestão operacional das propriedades, envolvendo pessoas, governança e resíduos; e a assistência técnica especializada e independente.
Esses desafios serviram de base para o edital de inovação lançado pelo AgriHub. Ao todo, 36 startups se inscreveram para apresentar tecnologias voltadas à cadeia suinícola. Após o processo de avaliação, seis empresas foram selecionadas por apresentarem maior aderência às demandas levantadas pelos produtores.
As soluções contemplam áreas estratégicas como capacitação profissional, acesso ao crédito, inteligência artificial, visão computacional, rastreabilidade animal, automação de processos produtivos e avaliação zootécnica por sensores tridimensionais.
Além de apresentar o diagnóstico da cadeia, o relatório traz recomendações para ampliar a inovação no setor, entre elas o fortalecimento das parcerias com sindicatos rurais, programas de validação das tecnologias diretamente nas propriedades, capacitações contínuas para produtores e startups, expansão do projeto para novos polos produtivos e criação de redes regionais de inovação.
O lançamento do relatório também recebeu o apoio do setor produtivo. Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, o estudo representa um instrumento importante para orientar decisões e aproximar os produtores das tecnologias que realmente atendem às necessidades do setor.
Segundo ele, o trabalho surpreendeu positivamente pela abrangência e pela qualidade das informações levantadas junto aos produtores.
“Nós ficamos muito entusiasmados com esse trabalho. Agora, recebendo a conclusão de tudo isso, percebemos a dimensão do projeto. É um trabalho muito importante, que vai trazer muita informação e esclarecer dúvidas que muitas vezes o produtor tem sobre as reais necessidades da cadeia. No início, não tínhamos noção do tamanho do projeto e fomos surpreendidos positivamente. Estamos muito felizes porque esse material vai ajudar muito o setor como um todo”.
Para Tannure, a iniciativa deve servir de referência para outras cadeias produtivas do estado.”Esse é um projeto que todas as atividades produtivas de Mato Grosso precisam aproveitar. Temos muito a aprender. Novas tecnologias surgem o tempo todo e, muitas vezes, elas ainda não chegam até o produtor. O trabalho desenvolvido pelo AgriHub é fundamental para estreitar essa relação entre o campo e a inovação”.
Panorama da suinocultura em MT
O avanço da inovação ocorre em um momento de recuperação da suinocultura mato-grossense. De acordo com o superintendente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e do AgriHub, Cleiton Gauer, a atividade vive um cenário de consolidação do crescimento do rebanho e de fortalecimento da produção.
Segundo ele, a criação de suínos em Mato Grosso cresceu 17,1% em 2026, em comparação com o ano anterior. O estado também registra a terceira alta consecutiva no número de matrizes, que atualmente está 31,94% acima da média histórica, refletindo os investimentos realizados pelos produtores e o processo de profissionalização da cadeia.
Apesar do bom desempenho produtivo, o setor acompanha com atenção a pressão sobre os preços, o que exige estratégias voltadas ao aumento da eficiência e da competitividade.
“Nos últimos anos, a suinocultura de Mato Grosso passou por um processo de recuperação, com aumento do rebanho, dos abates e da produção. Agora, o desafio é equilibrar esse crescimento da oferta com a rentabilidade do produtor. O setor é profissionalizado, investe em tecnologia e segue trabalhando para fortalecer a atividade e garantir sua sustentabilidade no longo prazo”, destacou Gauer.
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