MATO GROSSO
Surto de gripe em Várzea Grande é confirmado por secretaria de saúde
MATO GROSSO
O secretário da Saúde de Várzea Grande, Gonçalo Barros, confirmou ao nesta quinta-feira (16.12) surto de gripe na cidade. Segundo o secretário, aumentou significativamente o número de atendimento de gripados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Ipase e Cristo Rei.
“É um surto, a demanda nas unidades de saúde aumentou o fluxo substancialmente, mais muito, inclusive estamos mudando nossa rotina, não é só em Várzea Grande, a gripe é geral, a baixada toda está sofrendo isso e temos essa complicação, mas estamos tomando as providências”, declarou o secretário.
Gonçalo relatou que o problema da gripe se agrava em razão dos sintomas serem parecidos com a Covid-19. Para controlar os casos, a saúde segue com atendimento em todas as unidades e aumentou o número de médicos em atendimento nas UPAs.
“Estamos colocando mais médicos nas UPAS. É importante tirar a preocupação da Covid fazendo testes, muitos temem o vírus que se confundem nessa época de pandemia. Os sintomas são muito parecidos, cada organismo reage de uma maneira com a questão da Covid e a população não sabe direito ainda”, declarou o secretário.
O secretário também enfatizou que a vacina contra gripe – H1N1 – está disponível em todos os postos e para toda faixa etária. “Todos os postos estão vacinando, essa situação historicamente acontece neste período e é agravado com esse momento da Covid. Muitos fazem o teste ela já melhora automaticamente, a questão psicológica influencia, mas é importante diagnosticar e fazer o teste.”
FONTE/ REPOST: VGN
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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