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Revoltados, militares expõem mentiras de deputado-sargento em MT: “goela abaixo não”

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O deputado estadual Elizeu Nascimento (PSL) que afirma ser representante dos militares na Assembleia Legislativa, – pois é sargento reformado da Polícia Militar -, entrou em rota de colisão com uma parte categoria. Em nota de repúdio divulgada pela Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiros Militar de Mato Grosso (ACS), ele está sendo acusado de disseminar mentiras em grupos de WhatsApp e usar indevidamente imagens fora de contexto para dizer que dialoga com a Associação sobre temas relevantes, o que na prática, não teria ocorrido.

Na nota, o cabo Laudicério Aguiar Machado, atual presidente da ACS, detona o parlamentar afirmando que a entidade não foi procurada oficialmente para debater sobre a proposta do Governo do Estado que reduziu de 14% para 10,5% a contribuição previdenciária dos militares sobre os valores recebidos até R$ 9 mil.

“A Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar vem a público, diante das calúnias disseminadas pelo deputado estadual Elizeu Nascimento, manifestar o que segue: Frustrado por não conseguir fazer emplacar uma proposta ‘goela abaixo’ na categoria, o parlamentar decidiu atacar quem não concorda com ele e julga outros representantes pela sua régua. Queremos lembrar que além da ACS, também manifestaram profundo descontentamento a Assof e Assoade, o que mostra que as três associações possuem o mesmo posicionamento e o deputado precisa aprender a ouvir”, diz trecho do comunicado.

Postagens de Elizeu Nascimento publicadas em grupos de militares criticando as associações dos militares e enaltecendo ações do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen/MT) em defesa de reposição salarial e ameaças de greve, também foram reproduzidas na nota, deixando clara a insatisfação com o parlamentar. Prints das postagens do deputado reproduzidas na nota de repúdio mostram ele dizendo que “as associações dos militares são excelentes paras jogar a tropa contra, mas não saem da zona de conforto a exemplo do sindicato da polícia penal”.

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Ocorre que uma das fotos divulgadas por ele, segundo o presidente da ACS, não se tratou de nenhuma reunião formal para debater sobre a redução da alíquota previdenciária, mas sim uma visita do parlamentar para conhecer o Praças Beer, bar localizado na sede administrativa da Associação.

A insatisfação da ASC se deve ao fato de que após a proposta ter sido aprovada na Assembleia Legislativa, Elizeu Nascimento divulgou as imagens afirmando que a proposta de modificação da alíquota de proteção social votada na tarde desta quarta-feira (15) foi “discutida e aprovada” pela presidência da associação. O cabo Laudicério Aguiar Machado, em nome da ACS que reúne cerca de 3 mil famílias de militares, garante ser mentira de Elizeu Nascimento.

“Prezados associados, como sempre estamos falando, nós trabalhamos em prol e benefícios de nossos associados, diante disso, um assunto de tamanha magnitude, não seria tratado por nossa diretoria em mesa de bar. Fato é que na data de (14/12), às 19h e 42min, esteve no Praças Beer o deputado Elizeu Nascimento, primeira oportunidade que ele teve para conhecer o bar recém-inaugurado pela nossa gestão, diante disso, em conversa informal o deputado teceu comentários sobre a mensagem do executivo, a qual já estava em pauta para votação na data de 15/12, informando sobre a dinâmica do desconto de previdência estabelecido na presente mensagem”, diz. 

Em seguida, esclarece que Elizeu Nascimento tentou passar uma mensagem positiva sobre o texto de lei, o que não foi bem esclarecido ao presidente da ASC que logo após a conversa, ficou preocupado e se reuniu por áudio conferencia com a assessoria jurídica, pois os pareceres sempre são técnicos. “Salientamos ainda que nunca houve diálogo com o deputado Elizeu sobre contribuição previdenciária. A Associação, assim como as demais associações, foi convocada para compor a Comissão de Proteção Social, onde durante três meses discutimos junto com o alto escalão da Polícia Militar e Bombeiro Militar a melhor solução da problemática da previdência, em que o referido deputado nem ao menos aguardou a conclusão do parecer da Comissão para por em votação o projeto de lei alterando a alíquota de maneira progressiva, todos nos fomos pegos de calças curtas”, afirma o presidente da associação.

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Outra crítica ao deputado é decorrente de entrevistas que ele concedeu para a imprensa e teria utilizado falas não proferidas pelo presidente da Associação de cabos e soldados. “Aproveitamos o ensejo para reafirmar o nosso compromisso com as quase 3 mil famílias de associados, de sempre falar de forma técnica para buscar o melhor para nossos associados e jamais tratar de assuntos de suma importância em mesa de bar”.

Outros prints de conversas em grupo de militares com críticas ao deputado Elizeu Nascimento, também utilizadas na nota de repúdio, sugerem a troca de acusações pode estar relacionada com as eleições de 2022. “O deputado esteve na associação de cabos soldados ontem à noite. Quem foge de diálogo entre a classe é o deputado que vai até a associação, ou é a associação que recebe o deputado? Em tempos de política que se aproxima e muitos surgem como pré candidatos, fica a reflexão. Será que quanto pior, melhor? Para refletirmos”, diz algumas das mensagens.

FONTE/ REPOST: WELINGTON SABINO- FOLHA MAX 

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Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação

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Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.

Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.

Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.

À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.

O ponto de inflexão ocorre em 2025.

O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.

A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.

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Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.

Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.

Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.

A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.

Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.

Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.

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O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.

Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.

Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.

Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.

Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.

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