MATO GROSSO
MT registra 21 mortes por covid-19; maior perda desde agosto
MATO GROSSO
Mato Grosso registrou 21 mortes e 2.993 novos casos conhecidos de covid-19. Este é o maior registro de mortes desde 31 de agosto do ano passado, quando 24 pessoas perderam a vida para a doença no estado. A atualização desta segunda-feira, 24 de janeiro, eleva os números da pandemia no estado para 14.205 óbitos e 600.212 casos confirmados da doença. Os dados são do Painel Covid-19, da Secretaria de Estado de Saúde.
O avanço da terceira onda já pressiona o sistema de saúde, que está à beira do colapso, com 85,29% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados aos adultos com covid-19.
Ao todo, são 222 leitos de UTI pactuados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) destinados exclusivamente a pacientes covid-19. Desses, 217 são para o público adulto, dos quais 174 estão ocupados, restando apenas 30 vagas.
Os leitos pediátricos, por sua vez, foram reduzidos para 5, sendo que já são 8 crianças internadas na UTI, três a mais da capacidade. Até semana passada, eram 17 os leitos destinados a pacientes em estado grave deste grupo específico. A redução foi constatada nesta segunda-feira e ainda não há explicação por parte do governo.
Além dos pacientes do SUS, o documento ainda aponta que outras 45 pessoas estão internadas na UTI de hospitais particulares.
Em relação aos leitos de enfermaria, o painel aponta que são 342 pacientes internados, sendo 185 em leitos pactuados pelo SUS. A taxa de ocupação, neste caso, está em 40%.
Atualmente, 600.212 casos já foram confirmados; 559.749 foram solucionados, com cura do paciente; 741 pessoas estão internadas; 14.205 faleceram e 25.317 estão em monitoramento.
FONTE/ REPOST: TARLEY CARVALHO – ESTADÃO MATO GROSSO
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.