MATO GROSSO
Dupla é presa por aplicar golpes usando anúncios falsos de vendas na internet
MATO GROSSO
Policiais militares do Batalhão de Trânsito prenderam dois homens por conduzir veículo sob influência de álcool e drogas, nesta terça-feira (22.02), em Poxoréu, durante uma barreira policial na MT-130. Na checagem ao veículo, foram encontradas cinco porções de maconha e a quantia de R$ 18 mil.
O motorista confessou ter feito uso de entorpecente e que a quantia em dinheiro seria para aquisição de uma motocicleta Hornet, que ele compraria no município de Primavera do Leste. Além disso, o recurso seria oriundo da venda de outra moto, uma Falcon. Mas nenhuma documentação sobre a transação financeira ou a origem do dinheiro foi apresentada à equipe policial.
Ainda no veículo, a PM encontrou uma lista com cerca de 20 números de telefone de estados diferentes, entre eles, Minas Gerais e São Paulo. Ao ligar para um dos números, uma senhora relatou ter feito um anúncio em um site de vendas da internet de um automóvel Gol, na segunda-feira (21), cuja negociação teria sido R$ 25 mil (via Pix).
Os policiais identificaram que a dupla já havia clonado o mesmo anúncio de venda para aplicar golpes de estelionato. Ao ligar para o telefone “do negociador”, fornecido pelas vítimas, os PMs flagraram que a ligação estava tocando no bolso de um dos suspeitos, confirmando a ação criminosa. Diante das informações, os dois homens foram encaminhados para a Delegacia do município.
Disque -Denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, pelo 190 ou, sem precisar se identificar, pelo disque-denúncia 0800.065.3939.
MATO GROSSO
Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios
A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.
A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.
Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.
No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.
A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.
Barreiras
Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.
Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.
Sobre a pesquisa
O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.
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