MATO GROSSO
MT Hemocentro divulga agenda de coletas para o mês de março
MATO GROSSO
O MT Hemocentro retoma as coletas de sangue externas no mês de março, com o uso da unidade móvel Hemobus e de transporte por van, e mantém as campanhas em parceria com setores da iniciativa privada. O objetivo é intensificar o ritmo das doações de sangue.
“As parcerias são muito importantes para a manutenção dos estoques de sangue do MT Hemocentro. Precisamos de mais doações para suprir a demanda da rede hospitalar e as entidades parceiras exercem um papel importante no chamamento de possíveis doadores”, explica a diretora do MT Hemocentro, Gian Carla Zanela.
Até o dia 31 deste mês, continua a campanha “Doe Sangue, Doe Vida”, promovida em parceria com o Clube da Pizza; as cinco primeiras pessoas que doarem sangue em março ganharão uma pizza pequena e os demais doadores terão direito a 15% de desconto no pedido.
Nesta quinta-feira (03.02), militares do 4º Batalhão da Polícia Militar irão, em grupos, fazer a doação na sede do MT Hemocentro. No mesmo dia, membros da Igreja Adventista do Bairro Morada do Ouro serão levados por uma van até o banco de sangue, para doação.
No dia 9 de março, os funcionários da empresa Somos Minério também irão se deslocar, por meio de uma van, para realizarem a doação das 9h às 14h.
Nos dias 24 e 25 de março, a equipe técnica do Hemobus se deslocará até o Centro Comunitário do CPA 1 (Morada da Serra) para realizar coleta com participantes do Mutirão do Consumidor, que é uma ação desenvolvida pela Câmara Municipal de Vereadores de Cuiabá.
28 anos
Março é o mês de aniversário do MT Hemocentro. A unidade celebra 28 anos de funcionamento no dia 15 de março e contará com uma apresentação da banda da Polícia Militar no período da manhã. A apresentação será na entrada do banco de sangue, na Rua 13 de Junho, Centro-Norte, em Cuiabá.
Para agendar a doação de sangue, acesse o Sistema de Agendamento do MT Hemocentro neste link. O voluntário também pode agendar as doações pelo telefone (65) 98433-0624 (WhatsApp, ligação ou mensagem) ou pelo número (65) 3623-0044, ramais 211 e 221.
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.