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Seduc começa seleção de alfabetizadores para programa Mais MT Muxirum

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) deu início ao processo de seleção de alfabetizadores, definição de coordenadores locais e, de 21 a 31 de março, inicia a capacitação de equipes e formação de turmas para o início das aulas do Programa Mais MT Muxirum. O planejamento prevê o início das aulas em 4 de abril.

Essa ação é desenvolvida em parceria com as prefeituras municipais, instituições religiosas, sindicatos, clubes de serviços, sindicatos rurais e outros segmentos organizados da sociedade mato-grossense. 

Com a meta de atender em 2022 cerca de 30 mil pessoas com idade a partir de 15 anos em todas as regiões de Mato Grosso, o programa fechou mais uma parceria em Cuiabá. O Centro Espírita Obras Sociais Viana de Carvalho, no bairro Jardim Florianópolis, solicitou à Seduc a sua adesão ao Mais MT Muxirum nesta quarta-feira (09) e já levou a certeza de que o pleito será atendido. “Com essa resposta da sociedade, a tendência é de superação das metas”, avalia Manoel Sátiro, coordenador do programa na Seduc.

A instituição, mantida pela Associação Espírita Wantuil de Freitas, atende 160 alunos em parceria com a prefeitura de Cuiabá e, com o Estado, mantém outros 170 alunos com salas anexas do 1º ao 6º ano. A parceria com o Programa Mais MT Muxirum nasceu após a equipe de professores das Obras Sociais Viana de Carvalho identificar que muitos dos alunos do Ensino Fundamental não recebiam ajuda dos pais na execução das tarefas de casa.

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“Muitos desses pais não sabem ler ou escrever. Identificamos essa demanda e já temos 50 deles cadastrados para ingresso ao Muxirum. O bom é que a procura por vagas não para. Por meio dessa parceria, vamos resolver duas situações de uma só vez”, comemora Mariza Leal, coordenadora de Educação Infantil das Obras Sociais Viana de Carvalho.

Manoel Sátiro reconhece a importância da família para o pleno desenvolvimento dos estudantes e aplaudiu a iniciativa das Obras Sociais que tem a direção do professor Paulo Mario Martins. Sátiro destaca que o desempenho dos alunos melhora quando os pais acompanham as notas, apoiam a instituição de ensino, proporcionam um ambiente adequado aos estudos e, principalmente, participam da execução das tarefas de casa.

Segundo ele, a criança precisa receber responsabilidades cada vez maiores à medida que se torna apta a cumprir esses deveres, afinal, o papel dos pais é orientar, estabelecer metas e se colocar à disposição para ajudar a solucionar dificuldades, desde que isso não signifique assumir atribuições do professor ou do próprio estudante.

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“No entanto, esses pais precisam estar alfabetizados para que tudo isso ocorra. Por isso destacamos tanto a importância do Mais MT Muxirum na redução do índice de analfabetismo de 6% para 3% em Mato Grosso”, finaliza

Mais MT Muxirum

O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado da Educação, investe R$ 14,7 milhões no programa, com o objetivo de erradicar o analfabetismo e ampliar o acesso à educação. O Mais MT Muxirum foi retomado no ano passado, a partir do Decreto 1.107.Mesmo com as dificuldades ocasionadas pela pandemia da Covid-19, contou com a participação de 58 municípios e cerca de 10 mil alunos matriculados.

Tem como meta diminuir a taxa de analfabetismo em Mato Grosso, alfabetizando adultos e idosos. O curso tem duração de 270 horas, distribuídas em seis meses, com carga horária mínima de 10 horas semanais.

Fonte: GOV MT

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Acrismat e Agrihub apresentam relatório que identifica principais desafios da suinocultura em MT

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O AgriHub apresentou, durante o 5º Simpósio de Suinocultura, realizado nesta sexta-feira (10), em Cuiabá, a edição 2026 do relatório Sementes da Inovação – Suinocultura, que consolida os resultados do programa voltado à conexão entre produtores rurais, startups e especialistas para acelerar a inovação na cadeia suinícola de Mato Grosso. A publicação traz um diagnóstico do setor, identifica os principais desafios enfrentados pelos produtores e apresenta soluções tecnológicas desenvolvidas para aumentar a eficiência, reduzir custos e fortalecer a competitividade da atividade.

De acordo com a gerente do AgriHub, Érika Segóvia, a escolha da suinocultura para esta edição do projeto acompanha a importância crescente da atividade no estado. Atualmente, Mato Grosso ocupa a sexta posição entre os maiores produtores de suínos do país, respondendo por 4,78% da produção nacional.

Nas últimas três décadas, o estado passou por uma expressiva expansão no número de matrizes, saltando de aproximadamente 5 mil para 135 mil animais, consolidando-se como um dos principais polos de crescimento da cadeia suinícola brasileira.

O estudo do projeto Sementes da Inovação foi desenvolvido nos principais polos produtores de Mato Grosso, envolvendo suinocultores das regiões de Sorriso, incluindo Lucas do Rio Verde, Sinop, Vera e Tapurah, e de Campo Verde, contemplando também Primavera do Leste e Nova Brasilândia.

Ao todo, 123 produtores participaram do levantamento, contribuindo com 66 apontamentos que resultaram na identificação de 32 desafios estratégicos para a cadeia produtiva.

Entre os participantes, predominam propriedades de Ciclo Completo (45,4%), seguidas pelas Unidades Produtoras de Leitões (36,6%) e pelas Unidades de Terminação (18,18%). O levantamento mostra ainda que 40% das granjas possuem entre 1,5 mil e 3 mil animais, enquanto outros 40% operam com plantéis superiores a 12 mil cabeças.

O estudo do projeto Sementes da Inovação foi desenvolvido nos principais polos produtores de MT
Segundo Érika Segóvia, o relatório mostra que os produtores demonstram elevada abertura para a inovação, mas ainda enfrentam gargalos importantes relacionados à infraestrutura.

“Enquanto metade das propriedades da região de Campo Verde possui conectividade em toda a área produtiva, nenhuma das propriedades avaliadas em Sorriso conta com cobertura total de internet e parte delas ainda opera sem qualquer tipo de conexão”.

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Apesar desse cenário, o interesse pela inovação é elevado. Em Sorriso, por exemplo, todos os produtores entrevistados afirmaram ter interesse em testar novas soluções tecnológicas, reforçando o potencial para expansão da inovação na atividade.

Após o diagnóstico realizado junto aos produtores, o AgriHub priorizou os temas considerados mais críticos para o desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso. Entre eles estão a qualidade da matéria-prima utilizada nas rações; a comercialização dos animais; a capacitação e tecnologia para mão de obra rural; o acesso a linhas de crédito específicas para a atividade; a gestão operacional das propriedades, envolvendo pessoas, governança e resíduos; e a assistência técnica especializada e independente.

Esses desafios serviram de base para o edital de inovação lançado pelo AgriHub. Ao todo, 36 startups se inscreveram para apresentar tecnologias voltadas à cadeia suinícola. Após o processo de avaliação, seis empresas foram selecionadas por apresentarem maior aderência às demandas levantadas pelos produtores.

As soluções contemplam áreas estratégicas como capacitação profissional, acesso ao crédito, inteligência artificial, visão computacional, rastreabilidade animal, automação de processos produtivos e avaliação zootécnica por sensores tridimensionais.

Além de apresentar o diagnóstico da cadeia, o relatório traz recomendações para ampliar a inovação no setor, entre elas o fortalecimento das parcerias com sindicatos rurais, programas de validação das tecnologias diretamente nas propriedades, capacitações contínuas para produtores e startups, expansão do projeto para novos polos produtivos e criação de redes regionais de inovação.

O lançamento do relatório também recebeu o apoio do setor produtivo. Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, o estudo representa um instrumento importante para orientar decisões e aproximar os produtores das tecnologias que realmente atendem às necessidades do setor.

Segundo ele, o trabalho surpreendeu positivamente pela abrangência e pela qualidade das informações levantadas junto aos produtores.

“Nós ficamos muito entusiasmados com esse trabalho. Agora, recebendo a conclusão de tudo isso, percebemos a dimensão do projeto. É um trabalho muito importante, que vai trazer muita informação e esclarecer dúvidas que muitas vezes o produtor tem sobre as reais necessidades da cadeia. No início, não tínhamos noção do tamanho do projeto e fomos surpreendidos positivamente. Estamos muito felizes porque esse material vai ajudar muito o setor como um todo”.

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Para Tannure, a iniciativa deve servir de referência para outras cadeias produtivas do estado.”Esse é um projeto que todas as atividades produtivas de Mato Grosso precisam aproveitar. Temos muito a aprender. Novas tecnologias surgem o tempo todo e, muitas vezes, elas ainda não chegam até o produtor. O trabalho desenvolvido pelo AgriHub é fundamental para estreitar essa relação entre o campo e a inovação”.

Panorama da suinocultura em MT

O avanço da inovação ocorre em um momento de recuperação da suinocultura mato-grossense. De acordo com o superintendente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e do AgriHub, Cleiton Gauer, a atividade vive um cenário de consolidação do crescimento do rebanho e de fortalecimento da produção.

Segundo ele, a criação de suínos em Mato Grosso cresceu 17,1% em 2026, em comparação com o ano anterior. O estado também registra a terceira alta consecutiva no número de matrizes, que atualmente está 31,94% acima da média histórica, refletindo os investimentos realizados pelos produtores e o processo de profissionalização da cadeia.

Apesar do bom desempenho produtivo, o setor acompanha com atenção a pressão sobre os preços, o que exige estratégias voltadas ao aumento da eficiência e da competitividade.

“Nos últimos anos, a suinocultura de Mato Grosso passou por um processo de recuperação, com aumento do rebanho, dos abates e da produção. Agora, o desafio é equilibrar esse crescimento da oferta com a rentabilidade do produtor. O setor é profissionalizado, investe em tecnologia e segue trabalhando para fortalecer a atividade e garantir sua sustentabilidade no longo prazo”, destacou Gauer.

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