MATO GROSSO
Governo de MT investiu R$ 55 milhões em editais e gestão de espaços públicos em Cuiabá
MATO GROSSO
Por meio de editais e gestão de equipamentos culturais e esportivos, o Governo de Mato Grosso tem investido no acesso à cultura, esporte e lazer à população de Cuiabá, que completou 303 anos nessa sexta-feira (08.04). Nos últimos três anos, foram destinados em torno de R$ 55 milhões em projetos selecionados por editais e manutenção dos espaços públicos localizados na capital mato-grossense, vinculados à Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).
“É um momento histórico para Mato Grosso. São investimentos que beneficiam os trabalhadores do setor e a sociedade como um todo, pois geram renda, emprego e ações que democratizam o acesso à cultura, ao esporte e o lazer para a população”, destaca o secretário da Secel, Jefferson Carvalho Neves.

Mesmo na pandemia, a Secel priorizou os investimentos na gestão dos equipamentos culturais e esportivos localizados na capital mato-grossense, pois são espaços públicos que oferecem serviços e ações diretamente para a população.
Ao todo, foram destinados aproximadamente R$ 36 milhões, nos últimos três anos, para a gestão e pleno funcionamento do Complexo Arena Pantanal (Arena Pantanal, Ginásio Aecim Tocantins, Palácio das Artes Marciais Lusso Sinohara, piscina olímpica e uma quadra para a prática de vôlei de praia e futevôlei), Cine Teatro Cuiabá, MT Escola de Teatro, Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça, Museu de História Natural de Mato Grosso, Museu de Arte Sacra de Mato Grosso, Residência dos Governadores, Galeria de Artes Lava Pés e Casa Cuiabana.

A população cuiabana também teve acesso direto aos produtos e serviços culturais esportivos realizados por meio de mais de 500 projetos selecionados nos editais da Cultura e do Esporte. Foram mais de R$ 14 milhões por meio dos editais da Lei Aldir Blanc (Conexão Mestres da Cultura, Conexão Cultura Jovem, MT Criativo, Circuito de Mostras e Festivais, Edital MT Nascentes), do Movimentar, Move MT, MT Preservar, MT Criativo, Game, Salão Jovem Arte e Festival Cultura em Casa, Pontos de Cultura e do Esporte e Olimpus.
Em relação aos editais, vale ressaltar que todos são executados atendendo a lei do Fundo Estadual de Fomento à Cultura, com a descentralização dos recursos como prioridade. Dessa forma, 60% dos valores são destinados a projetos do interior de Mato Grosso e 40% para o Vale do Rio Cuiabá, que inclui os municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio de Leverger, Acorizal e Chapada dos Guimarães.

Outro investimento na capital mato-grossense é a reforma do antigo prédio da Secretaria de Cultura, na avenida Getúlio Vargas, que está em obra para abrigar o Centro de Referência de Economia Criativa. A unidade será um espaço dedicado à inovação, consultorias, capacitação, network, eventos, desenvolvimento e geração de novos empreendimentos, emprego e renda no mundo das artes, negócios digitais e criações funcionais. Ao todo, são R$ 5,2 milhões no projeto.
Além da gestão de equipamentos e editais, a Secel também investe nos Pontos de Cultura, sendo parte deles com sede em Cuiabá, e patrocina grandes eventos de organizações culturais e esportivas. Para 2022 já foram lançados os editais Estevão de Mendonça de Incentivo à Literatura, Rede Pontos de Cultura, Viver Cultura e Olimpus, que estão em andamento.

MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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