MATO GROSSO
Investimentos do Governo de MT em Juara somam mais de R$ 121 milhões
MATO GROSSO
Em três anos de gestão, o Governo de Mato Grosso já investiu mais de R$ 121 milhões no município de Juara, para melhorias na malha viária, reforma de escolas, aplicações na Saúde e ações sociais e culturais, a fim de melhorar a qualidade de vida da população.
Uma das principais obras da região, e que está em andamento, é o asfaltamento das rodovias MT-325 e MT-160, no trecho de Juara a Alta Floresta. O projeto, executado pela Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra), prevê a pavimentação de 46 quilômetros e recebeu investimento de R$ 30,7 milhões.
O Estado também investe R$ 6 milhões para ampliação e pavimentação do aeródromo de Juara, a fim de aumentar a segurança dos passageiros e permitir que o local receba aeronaves maiores.
“Os investimentos em aeródromos são determinações do governador Mauro Mendes, para aumentar a integração entre as cidades, e facilitar que as pessoas se desloquem com mais facilidade. Mato Grosso é um estado de enormes dimensões, e aeroportos de qualidade vão impulsionar o desenvolvimento regional”, explicou o secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.
A região também recebeu mais de R$ 13 milhões para a construção de uma ponte sobre o Rio do Sangue, na MT-242, entre Brasnorte e Juara, que já foi entregue. Ainda, outras duas pontes, uma no Rio dos Peixes, na MT-338, entre Juara e Nova Monte Verde, e outra sobre o Rio Patos, na MT-242, entre Brianorte e Brasnorte, também estão em andamento, ao custo de R$ 12,7 e R$ 4,2 milhões, respectivamente.
Ao todo, os investimentos do Governo do Estado apenas na área de infraestrutura e logística do município já somaram R$ 116 milhões.
Educação
A educação também tem sido uma das áreas prioritárias do Governo, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci).
Em novembro de 2021, a Seciteci retomou a construção da Escola Técnica Estadual, contratada ainda em 2010 e paralisada em 2017. Com investimento de R$ 10,4 milhões, a obra foi destravada e tem prazo de 12 meses para ser concluída. O objetivo é o fortalecimento da qualificação técnica, afim de auxiliar as demandas do mercado de trabalho local.
Já por meio da Seduc, o Estado repassou mais de R$ 1 milhão para aquisição de computadores para os professores da rede estadual, bem como ajuda de custo para contratação de internet durante a pandemia da covid-19.
Outros investimentos
Dentre os investimentos do Governo no município ainda está o repasse de mais de R$ 1,8 milhão para estruturação do Hospital Municipal Elidia Marchietto Santillo.
Também foram investidos mais de R$ 700 mil em projetos culturais do município, com objetivo de fomentar as produções artísticas locais, bem como promover o esporte.
Já com o objetivo de auxiliar as famílias de Juara em situação de vulnerabilidade, o Estado também promoveu a distribuição de mais de 4,5 mil cestas básicas, além de 270 filtros de barros, para garantir que os moradores tenham acesso à água filtrada, e 1,2 mil cobertores. Ainda, por meio de transferência de renda, o Governo auxiliou mais de 430 famílias, garantindo a segurança alimentar dos mais necessitados.
“Além dessas maneiras encontradas para amenizar o sofrimento dos mais vulneráveis, principalmente no período de pandemia, ainda atuamos para promover a qualificação profissional dos beneficiários dessas ações, para que eles tenham condições para enfrentar o mercado de trabalho”, pontuou a secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Rosamaria Carvalho.
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.