MATO GROSSO
FCO oferta R$ 546,8 milhões em linhas de crédito para empresários e produtores rurais de MT
MATO GROSSO
O Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Codem) aprovou R$ 546,8 milhões em linhas de crédito para empresários e produtores rurais do Estado, por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro Oeste (FCO). O aporte financeiro deve criar 6.366 empregos diretos e indiretos nos setores rural e empresarial mato-grossense.
Ao todo foram deferidas 93 cartas-consulta para as duas modalidades. O FCO Rural teve 75 projetos validados que somaram R$ 307,2 milhões em crédito, valor que será responsável pela criação de 2.892 empregos diretos e indiretos. A modalidade teve 75 projetos habilitados, sendo 17 para pequenos produtores, 17 para pequenos-médios produtores, 32 para médios produtores, 3 para médios-grandes produtores e 6 para grandes produtores.
No FCO Empresarial foram autorizados 18 projetos, nos quais serão aplicados em R$ 239,6 milhões em recursos, o que irá gerar 3.474 empregos diretos e indiretos, no Estado. Dentre os beneficiados pelo programa estão 5 pequenas empresas, 4 pequenas-médias empresas, 8 empresas médias e 1 grande empresa.
Os recursos do Fundo do Centro-Oeste custeiam projetos nas áreas de comércio e serviços, indústria, infraestrutura, turismo, aquisição de equipamentos agrícolas, de matrizes, construção de armazéns, silos e ampliação de instalações empresariais e rurais.
“Temos percebido uma busca crescente por créditos do FCO em Mato Grosso. Há novas empresas e indústrias se instalando no Estado, outras ampliando sua capacidade de produção. O agronegócio tem se expandido rapidamente, e isso mostra a forte expansão econômica do Estado, resultado de um ambiente de negócios seguro e promissor”, enfatiza o presidente do Codem e secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda.
Recursos liberados
Nestes primeiros cinco meses do ano, o Codem já liberou R$ 1,3 bilhão em créditos do FCO para produtores rurais e empresários de Mato Grosso. Em todo o ano de 2021 foram emprestados R$ 3,5 bilhões.
De acordo com dados do caderno de informações gerenciais do Condel/Sudeco, as contratações do FCO atenderam a 99,3% dos municípios mato-grossenses.
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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