MATO GROSSO
Governo já entregou 18.130 luminárias do MT Iluminado para 53 municípios
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As luminárias de LED adquiridas pelo Governo do Estado como parte do Programa MT Iluminado já estão sendo instaladas nos postes em municípios de todas as regiões de Mato Grosso. Com isso, a população começa a sentir os benefícios de uma cidade mais iluminada e mais segura.
Em Várzea Grande, a substituição começou no bairro Planalto Ipiranga e a expectativa é instalar entre 100 e 120 luminárias todos os dias. Depois, a troca será realizada também nos bairros Jardim Imperador e Ipase, além das avenidas 31 de Março, da FEB, Ulisses Pompeu de Campos, Júlio Campos e Tiradentes.
“Essas lâmpadas garantem melhor luminosidade na cidade e geram economia para o município, sem falar na segurança que proporcionam ao cidadão”, afirmou o prefeito Kalil Baracat. Neste primeiro momento, Várzea Grande firmou convênio para receber 4.997 luminárias, avaliadas em R$ 2,3 milhões. Mas outros convênios serão firmados para atender a segunda maior cidade mato-grossense.
As luminárias também já estão sendo instaladas em Porto Alegre do Norte, que firmou convênio para receber 1.699 luminárias. “Nossa cidade vai ficar muito mais bonita, vamos trocar as luminárias no nosso município e também nos distritos de Nova Floresta e Colônia Goiás”, afirmou o prefeito Daniel do Lago.
Na região Noroeste, em Juína, a prefeitura também divulgou a substituição das luminárias no Módulo I. O município firmou convênio para retirar 5.676 luminárias.
Ao todo, 136 municípios aderiram ao programa. No total, o Governo do Estado adquiriu 385.489 luminárias, em um investimento de R$ 157 milhões, com o objetivo de transformar Mato Grosso no primeiro Estado brasileiro 100% iluminado com LED. Apenas Água Boa, Barra do Garças, Carlinda, Feliz Natal e Primavera do Leste não participam do MT Iluminado porque já tem programas próprios ou realizaram parcerias para a instalação de lâmpadas de LED.
Até o momento, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) já entregou 18.130 luminárias para 53 municípios. São eles: Alto Boa Vista, Alto Garças, Apiacás, Araguaiana, Araguainha, Arenápolis, Bom Jesus do Araguaia, Brasnorte, Cáceres, Canabrava do Norte, Colíder, Colniza, Curvelândia, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Jangada, Juara, Juína, Lambari D’Oeste, Marcelândia, Nobres, Nova Bandeirantes, Nova Brasilândia, Nova Guarita, Nova Marilândia, Nova Maringá, Nova Monte Verde, Nova Santa Helena, Nova Ubiratã, Novo Santo Antônio, Paranatinga, Poconé, Pontal do Araguaia, Ponte Branca, Porto Alegre do Norte, Porto dos Gaúchos, Ribeirãozinho, Rondolândia, Rosário Oeste, Santa Terezinha, Santo Afonso, Santo Antônio do Leverger, São José do Xingu, São Pedro da Cipa, Serra Nova Dourada, Tapurah, Terra Nova do Norte, Torixoréu, União do Sul, Vale do São Domingos, Várzea Grande, Vera e Vila Rica.
Para formalizar o convênio com o Estado, as prefeituras precisam protocolar uma série de documentos na Sinfra-MT, conforme explicado em cartilha publicada no site da Secretaria.
Os municípios serão responsáveis pela instalação das lâmpadas, seguindo as normas técnicas da concessionária Energisa. Até esta terça-feira (21.06), 7.774 luminárias foram retiradas na Arena Pantanal, onde elas estão armazenadas, por 11 municípios.
A licitação das luminárias foi dividida em quatro lotes, de 60W, 100W, 150W e 200W de potência. Os três primeiros lotes foram vencidos pela empresa Unicoba Energia, enquanto o último lote do Pregão Eletrônico é de responsabilidade da empresa SerraLed.
Um cronograma de entrega das luminárias já foi estabelecido com a empresa Unicoba, que neste mês de julho deve entregar 68 mil unidades. As entregas serão mensais até outubro, quando todas as luminárias serão entregues.
As luminárias de LED adquiridas pelo Governo do Estado vêm com tomada para acendimento automático no período noturno, corpo em liga de alumínio injetado de alta pressão, pintura eletrostática resistente à corrosão e garantia de qualidade total mínima de cinco anos, para todo o conjunto. Serão fornecidas completamente montadas e prontas para serem conectadas à rede de distribuição.
Fonte: GOV MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.