Search
Close this search box.
CUIABÁ

BRASIL

Ministério avaliará proposta de compra do Edifício A Noite, no Rio

Publicados

BRASIL

O Edifício A Noite, no centro do Rio de Janeiro, recebeu uma proposta de compra e a Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Economia, terá 15 dias para verificar a conformidade das certidões negativas da pessoa interessada, identificada como Letícia Azevedo. 

Depois de duas tentativas frustradas de oferta do edifício histórico ao mercado por meio de leilões, o primeiro arranha-céu em concreto armado do país foi anunciado na modalidade venda direta com 25% de desconto, pelo valor de R$ 28,9 milhões. 

Diferentemente das etapas anteriores, em que a maior oferta concretizava o negócio, a venda direta permite a compra pelo primeiro interessado a apresentar uma proposta válida. Essa modalidade foi regulamentada pela Portaria nº 5.343/2022, editada em junho.

Se a proposta apresentada na última sexta-feira (23) for considerada apta, a SPU convocará, em sete dias corridos, o comprador para pagamento de sinal de 5% do valor do imóvel. Em seguida, ocorrerá a assinatura do contrato de promessa de compra e venda, seguida de demais atos detalhados na Portaria nº 5.343/2022. 

Interesse municipal

Com a fachada voltada para a Baía de Guanabara, a Praça Mauá e a Ponte Rio-Niterói, o Edifício A Noite ocupa um endereço que tem se valorizado com a reforma da zona portuária do Rio de Janeiro. O prédio fica no ponto em que o Boulevard Olímpico encontra a Avenida Rio Branco, e também tem como vizinhos o Museu de Arte do Rio e o Museu do Amanhã.

A posição estratégica faz com que a prefeitura do Rio tenha interesse na restauração do prédio e planeje, inclusive, comprá-lo caso a iniciativa privada não adquira o edifício por meio da venda direta.

O presidente da Companhia Carioca de Investimentos e Participações (Ccpar) da prefeitura, Gustavo Guerrante, disse que o ideal, do ponto de vista da gestão municipal, é que o governo federal consiga concluir a venda.

“Nossa preocupação é que isso se alongue muito. O processo de venda já vem se estendendo há bastante tempo. A gente fez um trabalho de revitalizar a área, e aquele prédio ficou sem ocupação”, afirmou ele. “É um prédio vazio, de frente para a Praça Mauá, um prédio cujo potencial é fantástico. A gente está falando provavelmente da melhor localização daquela região como um todo”, acrescentou.

Leia Também:  Rio homenageia jovem que resgatou mãe e duas filhas durante temporal

Diante disso, a prefeitura acredita que, caso a venda direta da SPU para a iniciativa privada fracasse, o município possa conseguir comprar o A Noite e elaborar um modelo de venda para a iniciativa privada que reduza o risco para os investidores. Guerrante explicou que esse plano ainda não está pronto, mas uma das opções poderia ser parcelar o valor da compra e atrelar o pagamento à obtenção das licenças junto a órgãos como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que precisará acompanhar o processo porque o prédio é tombado. 

“O custo [de restauro] é alto, porque é um prédio muito grande. Estamos falando de mais de 23 mil metros de área construída, de um prédio da década de 1920, e com restrições. Tudo isso aumenta o custo. Quando você tem um custo de aquisição reduzido, essa conta fica bastante diferente”, argumentou.

O presidente da Ccpar vê no edifício histórico um grande potencial residencial e misto, e compara o prédio ao Hotel Glória e ao Edifício Hilton Santos, ambos prédios históricos que passaram por retrofit [técnica de revitalização de construções antigas] para se tornar residenciais. Apesar do custo elevado, Guerrante defende que a iniciativa é sustentável por aproveitar o material já usado para erguer os edifícios e se beneficia de uma localização nobre que já não está mais disponível para construções novas.

“Aquele prédio está ali cravado. Não tem mais terra ali na área para ter aquele visual com aquelas características”, enfatizou. 

História

O Edifício A Noite foi construído na década de 1920, e era o maior edifício da América do Sul na época de sua inauguração, em 1929. O título A Noite é uma referência ao jornal homônimo sediado no local. O imóvel também abrigou a Rádio Nacional, da EBC, e o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), além de consulados.

Leia Também:  MST diz que retomada da reforma agrária pode combater a pobreza

Atualmente, o prédio está sem uso e custa mais de R$ 1 milhão por ano à União com manutenção de elevadores, segurança, brigadistas e taxas de concessionárias.

O edifício foi projetado pelo arquiteto Joseph Gire, o mesmo que desenhou o projeto do Hotel Copacabana Palace e do Hotel Glória. Tornou-se sede da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, depois da criação, em 1936, da emissora, que passou a ocupar quatro andares alguns anos depois de sua inauguração.

Por seus corredores e elevadores circularam os principais nomes da cultura brasileira, na época em que a Rádio Nacional era um dos principais veículos de comunicação do país na fase de ouro do rádio, entre as décadas de 1940 e 1950.

O prédio passou a ser propriedade da União em 1940, devido a dívidas de sua proprietária, a Companhia Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande. 

Em 2013, A Noite foi tombado com a inscrição em dois Livros do Tombo, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan): Belas Artes, por suas características arquitetônicas e inovações artísticas, e Histórico, pela centralidade que exerceu na história do rádio e da cultura brasileira. Trata-se de um símbolo da paisagem da zona portuária do Rio de Janeiro.

Além de ser tombado a nível federal, o monumento também é protegido a nível municipal pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH). Por conta dos tombamentos, o futuro proprietário será responsável por promover obras de conservação e restauro, bem como zelar pela manutenção do monumento.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Geral

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

BRASIL

AACCMT contribui para diagnóstico nacional da atenção ao câncer infantojuvenil

Publicados

em

A Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT) recebeu, no dia 11, a visita técnica do Mapeamento Nacional do Câncer Infantojuvenil, iniciativa que integra o projeto OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica e tem como objetivo levantar informações sobre a estrutura, os fluxos de atendimento e os principais desafios enfrentados por hospitais e instituições de apoio que atuam no cuidado de crianças e adolescentes com câncer em diferentes regiões do país.

Idealizado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) e pela Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência (CONIACC), o Mapeamento é conduzido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Departamento de Atenção ao Câncer (DECAN/SAES), o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Coordenação Geral de Projetos (CGPROJ) da SAES, por meio do Proadi-SUS. O Einstein Hospital Israelita atua como instituição executora.

A iniciativa busca construir um diagnóstico situacional da atenção oncológica infantojuvenil no Brasil, reunindo dados quantitativos e qualitativos que possam apoiar a formulação e o aprimoramento de políticas públicas, fortalecer a rede de atenção no Sistema Único de Saúde e contribuir para a redução das desigualdades regionais no acesso ao cuidado.

Durante a visita, foram abordados aspectos relacionados à infraestrutura disponível, à composição das equipes, à organização dos serviços, aos fluxos assistenciais e à articulação com a rede de atenção. A proposta é compreender a realidade local a partir da escuta e da observação dos contextos de atendimento, ao mesmo tempo em que se reconhecem experiências, desafios e estratégias já desenvolvidas pelas instituições participantes.

Leia Também:  Brasil e Japão assinam acordo para desenvolver agricultura digital

O Mapeamento contempla visitas e entrevistas com hospitais habilitados e não habilitados para o tratamento oncológico infantojuvenil, além de instituições de apoio, em diferentes estados brasileiros. Ao ampliar a compreensão sobre a jornada do cuidado, a iniciativa pretende gerar insumos que fortaleçam a tomada de decisão estratégica e contribuam para o aperfeiçoamento da atenção ao câncer infantojuvenil no país.

Para o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo, a participação no Mapeamento representa uma oportunidade de contribuir para a construção de um panorama nacional mais consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil, dando visibilidade à realidade vivida nos territórios e colaborando com esforços voltados ao fortalecimento da rede de cuidado.

“Participar deste mapeamento é uma oportunidade importante para contribuir com a construção de um diagnóstico nacional mais amplo e consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil. Ao compartilhar a realidade vivenciada em nosso estado, ajudamos a dar visibilidade e a colaborar para o fortalecimento das políticas públicas e da rede de cuidado destinada às crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer”, destaca o vice-presidente da AACCMT”, Benildes Firmo.

O OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica atua em pontos estratégicos da jornada oncológica adulta e infantojuvenil no Brasil, com foco em conscientização e prevenção do tabagismo, formação e capacitação de profissionais e diagnóstico situacional da rede de atenção ao câncer. A proposta é contribuir para o fortalecimento das políticas públicas e da atenção oncológica no SUS por meio de ações integradas voltadas à prevenção, à qualificação profissional e à geração de evidências para subsidiar decisões estratégicas.

Leia Também:  Desastres naturais: mais 16 cidades entram em situação de emergência

Sobre a AACCMT
A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Ao longo desses 27 anos, a instituição já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos.

Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

Quem desejar colaborar pode entrar em contato em horário comercial pelos telefones (65) 3025-0800 ou (65) 99213-8300.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA