MATO GROSSO
Cine Teatro exibe documentário sobre o artista urbano Babu 78
MATO GROSSO
O curta-metragem “Identidade: Babu 78”, dirigido por Leonardo Sant’Ana e produzido pela Terra do Sol Filmes, estreia às 19h30 desta quinta-feira (27), no Cine Teatro Cuiabá. A entrada é gratuita e a classificação indicativa é de 12 anos. O filme apresenta um registro da vida e obra de um dos principais expoentes das artes visuais mato-grossenses, o artista urbano Babu 78.
O cineasta Leonardo Sant’Ana já dirigiu documentários sobre importantes personalidades mato-grossenses, como Augusto Leverger (Barão de Melgaço), Mestre Bolinha, Antônio Mulato e Sarita Baracat. Todavia, ao analisar a própria filmografia, admite um carinho especial pela obra mais recente.
“Considero este o meu melhor trabalho em termos de linguagem, conteúdo, mensagem e estética. É um material pelo qual tenho muito orgulho. E o Babu é um cara acima da média, que merece um material como esse”, revela o diretor que é contemporâneo e amigo de longa data do personagem-título.
Quem também se mostra empolgado com o resultado da obra audiovisual é o próprio Babu 78. “Assisti uma única vez e fiquei emocionadíssimo. E vou ficar novamente. Quero que as pessoas do meu bairro vejam isso porque é uma possibilidade legal na vida de todo mundo, de existir dentro dos sonhos que acreditam”.
Além de Babu, o curta também conta com depoimentos de pessoas próximas, como familiares e amigos, bem como estudiosos de sua obra. Entre os depoentes, destacam-se os artistas DJ Spinha, Edson Tattoo e o rapper Linha Dura, além de intelectuais, como os críticos de arte José Serafim Bertoloto e Aline Figueiredo.
Babu 78
Adão Silva Segundo é como foi registrado aquele que viria a ser um dos mais reconhecidos grafiteiros de Mato Grosso. Adão é o nome que aparece no registro de nascimento e no documento de identidade, mas a assinatura que tomou muros, painéis, galerias e se notabilizou na história da arte mato-grossense foi a de Babu 78.
“O trabalho dele é muito forte, com críticas sociais contundentes. Consegue revisitar vários artistas, desde nomes consagrados na história da arte até os mato-grossenses mais contemporâneos. A arte do Babu o identifica. É da essência do grafiteiro apresentar seu trabalho em ambientes externos, isso faz parte da identidade do artista urbano. E ele já está com a assinatura na cidade toda, então dispensa apresentações”, avalia o crítico de arte Serafim Bertoloto.
Babu não ficou restrito aos muros cuiabanos. Sua obra rodou o Brasil e ganhou uma série de prêmios, como o segundo lugar no Prêmio Pipa 2018, considerado uma das principais janelas para a arte contemporânea brasileira. Hoje seus trabalhos transitam com naturalidade entre galerias, museus e espaços urbanos.
Características do documentário
Por se tratar de uma temática urbana, o diretor aposta em uma linguagem cinematográfica que dialogue com este conteúdo. “Esse vínculo do grafite com o hip hop me deu a possibilidade de fazer um documentário com uma linguagem mais contemporânea. Eu tive a pretensão de tentar fazer uma Ópera Rap, não sei se consegui, mas a ideia era essa”, comenta Leonardo Sant’Ana.
O ritmo narrativo é construído a partir de cenas curtas com cortes em diálogo com a trilha sonora, composta por DJ Spinha. O ritmo ainda é dinamizado por meio de conversas espontâneas entre Babu e outras pessoas e até pelo registro de uma batida policial enquanto o artista realizava uma intervenção urbana em uma movimentada avenida de Cuiabá. “Tentei fazer como se fosse um mashup, que tivesse essa dinâmica do DJ quando troca de uma música para outra. O filme tem essa pegada”, pontua o diretor.
O documentário também não abre mão de algumas convenções, como o uso de acervo fotográfico e matérias jornalísticas, além das tradicionais entrevistas. “Por mais que eu tente dar essa pegada artística, eu não quero perder a perspectiva da história do personagem, de contar um pouco da vida dele. O objetivo é tentar mostrar todo esse potencial, todo esse artista fenomenal que é o Babu 78”, conclui Leonardo.
A exibição integra o projeto “Encontros com cinema”, que acontece semanalmente no Cine Teatro Cuiabá. Depois da projeção, o público poderá participar de uma conversa com Babu 78 e Leonardo Sant’Ana. Com produção executiva de José Paulo Traven e equipe composta integralmente por profissionais de Mato Grosso, o documentário foi contemplado em edital da Lei Federal Aldir Blanc em Cuiabá, executado pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer e com apoio do Conselho Municipal de Política Cultural.
Serviço
Estreia do documentário “Identidade: Babu 78”
Data: Quinta-feira, 27 de outubro
Horário: 19h30
Local: Cine Teatro Cuiabá
Classificação indicativa é de 12 anos
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.