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Mauro Carvalho confirma que já aceitou convite e retorno à Casa Civil está próximo

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“Voltando da COP 27 vamos definir a data oficial, mas aceitar o convite eu já aceitei”. Assim o suplente de senador eleito, Mauro Carvalho (UNIÃO), resumiu seu retorno à Casa Civil do Governo Mauro Mendes (UNIÃO). A expectativa primária era de que Carvalho voltasse ao antigo posto em janeiro, durante a posse do novo mandato do governador, mas ele definiu sua volta ainda esse ano, inclusive para tratar “dos finalmentes” da Lei Orçamentária Anual (LOA-2023). 

Carvalho compõe a equipe de Mato Grosso no Egito e continua sendo o homem de confiança da família Mendes no Palácio Paiaguás. Com o retorno à Casa Civil, o secretário Rogério Gallo, que é procurador do estado de carreira, deve tirar férias e voltar em um novo posto no próximo ano. 

Gallo já foi secretário de Fazenda no governo Mauro Mendes, mas ocupava o cargo na Casa Civil desde abril, quando Mauro Carvalho decidiu sair para voltar suas forças para a campanha do União Brasil no estado e também para compor a chapa com o senador Wellington Fagundes (PL). 

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Carvalho é o primeiro suplente e deve assumir a cadeira ainda no primeiro ano de mandato. Esse assunto ainda não foi debatido entre ele e o senador Wellington, mas existe essa possibilidade desde que foi fechada a chapa, em maio desse ano. 

Ao Olhar Direto, Carvalho confirmou que voltará em breve. A data em questão não foi confirmada. “Aceitei o convite e volto sim. Voltando da COP 27 vamos definir a data oficial, mas aceitar o convite eu já aceitei”, concluiu. 

O governador Mauro Mendes, focado nas reuniões e assuntos ambientes do evento internacional, não atendeu o telefonema da reportagem para explicar sobre o início das mudanças. 

FONTE/ REPOST: MAX AGUIAR – OLHAR DIRETO 

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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