MATO GROSSO
Contas da Seplag são aprovadas por unanimidade pelo TCE
MATO GROSSO
A Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) teve suas contas do exercício de 2021 aprovadas, por unanimidade, pelo pleno do Tribunal de Contas do Estado (TCE) nesta terça-feira (22). A pasta apresentou superávit em cerca de R$ 30 milhões.
Segundo o conselheiro-relator, Valter Albano, a Seplag respeitou todos os imperativos constitucionais e legais, com destaque para a constatação de receitas acima do previsto, economia na execução da despesa e superávit na execução orçamentária.
“Os resultados apresentados são excelentes, tanto em relação aos princípios da legalidade e legitimidade quanto da eficiência e economicidade, demonstrando adequado funcionamento, qualidade na racionalização e eficiência das atividades”.
Já o conselheiro Antônio Joaquim, sugeriu o retorno da premiação “Medalha Rui Barbosa”, que é concedida aos gestores que apresentam contas com a qualidade das apresentadas pela Seplag, como forma de compensar esses administradores.

O titular da Seplag, Basílio Bezerra, ressaltou que sua gestão se norteou pela transparência e zelo, no que diz respeito à aplicação dos recursos púbicos. “A aprovação das contas da pasta ratifica o trabalho realizado”.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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