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Bairro São Mateus recebe ação social da Polícia Militar

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Neste sábado (05.12), a partir das 8h, a Polícia Militar promove a Ação Cívico-Social (Aciso) na Escola Municipal de Ensino Básico Oscar Ribeiro, no bairro São Mateus, em Várzea Grande. Realizada pelo Comando Regional, 4º Batalhão e Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg’s) de Várzea Grande, a ação oferecerá serviços nas áreas de assistência social, saúde, meio ambiente, orientação jurídica, entre outras.

Até as 13h, os moradores do bairro São Mateus e comunidades vizinhas terão a oportunidade de fazer teste de visão e glicemia, consulta médica, aferir a pressão arterial, prevenção bucal, inscrição ou atualizar o cadastro único de benefícios sociais, documentos pessoais, corte de cabelo e atendimento estético (limpeza de pele e massagem relaxante).

Atividades de esporte e lazer também serão oferecidas, além de palestras sobre prevenção às drogas e valorização da vida pelo Proerd(Programa Educacional de Resistência às Drogas e Violência) e preservação ambiental.  A comunidade poderá visitar exposições e saber mais sobre a atuação de unidades da Polícia Militar como Bope, Rotam, Batalhão Ambiental, Ciopaer de operações policiais aéreas) e da PRF.  

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Para realizar essa ação a PM firmou parceria com instituições públicas e organizações civis. Prefeitura de Várzea Grande, Guarda Municipal, Justiça Comunitária, Bombeiro Militar, Conseg, Polícia Civil Judiciária, Corpo de Bombeiros, Instituto Lions da Visão, Ministério Público, Centro de Referência em Assistência Social e 44º Batalhão do Exército integram a lista de parceiros.    

O comandante do CR-II, coronel Sérgio Coneza, destaca que a Aciso é uma prestação de serviços que possibilita levar informações sobre a atuação de órgãos públicos e ao mesmo tempo interagir com a comunidade.

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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