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Articulação do Governo garante chegada da ferrovia até Cuiabá e Lucas do Rio Verde

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Em uma iniciativa inovadora, o Governo de Mato Grosso lançou a construção da primeira Ferrovia Estadual do Brasil. A obra será realizada totalmente com recursos privados, alcançando R$ 11 bilhões em investimentos, e entrará para a história do Estado fazendo com que os trilhos finalmente cheguem na capital Cuiabá e também em Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.

Serão construídos 730 quilômetros de trilhos, em dois ramais, um saindo de Rondonópolis em direção à capital e o outro com destino ao Nortão. A expectativa é que mais de 200 mil empregos sejam gerados, impactando todos os municípios que estão na margem do traçado previsto. A empresa Rumo SA já iniciou as obras em Rondonópolis e em até quatro anos o trem deve chegar em Cuiabá.

Obras foram iniciadas em novembro deste ano – Foto Maike Toscano 

A Ferrovia Autorizada foi destaque nacional. Tudo começou quando, ainda em 2020, o Governo de Mato Grosso articulou um Projeto de Emenda Constitucional que permitia esse tipo de parceria com a iniciativa privada, contando com o apoio da Assembleia Legislativa do Estado.

“Uma lei estadual super clara, regulamentada. Um projeto disruptivo que impacta uma cadeia de valores gigantesca”, avaliou o presidente da Rumo, João Alberto Fernandes, durante a assinatura do contrato.

As obras tiveram início em novembro de 2022, depois que todas as etapas referentes ao licenciamento ambiental foram vencidas. São quatro frentes de obras, incluindo um viaduto sobre a BR-163 em frente ao Terminal Ferroviário de Rondonópolis.

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Para o governador Mauro Mendes, a Ferrovia faz justiça ao povo mato-grossense, beneficiando não apenas o agronegócio, como o cotidiano de todos os cidadãos. “A BR-163 está hoje estrangulada, é um gargalo logístico que nós temos. Com a ferrovia, iremos também cuidar da vida das milhares de pessoas que passam por essa estrada e que terão muito mais segurança”, afirmou no lançamento das obras.

O processo de autorização foi conduzido pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT). O contrato será fiscalizado pela AGER-MT.

“A implantação da ferrovia vai transformar a realidade do Estado, para além da infraestrutura e da logística, com a geração de emprego, renda e o desenvolvimento dos municípios. Essa ferrovia vem trazer para Cuiabá e Mato Grosso o que era esperado por todos nós há mais de 100 anos. Essa obra é um marco de desenvolvimento para Mato Grosso, uma vitória do Estado e do governo Mauro Mendes”, afirmou o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.

A chegada da Ferrovia foi comemorada por prefeitos, parlamentares e cidadãos em geral. O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, classificou a chegada da ferrovia em Cuiabá como a realização de um sonho. “A baixada cuiabana tem vocação para a agricultura familiar, para força de trabalho e esperamos a industrialização para gerar emprego e renda para o nosso povo”, disse.

Serão construídos 730 quilômetros de trilhos, em dois ramais, – Foto Secopm/MT

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Para o prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, a chegada dos trilhos foi fruto de uma decisão corajosa. “É um marco para nossa história e estamos todos muito contentes com o que tudo isso representa: o desenvolvimento para Mato Grosso”, disse.

O ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, parabenizou a iniciativa do governo. “Quero parabenizar a ousadia, coragem e entusiasmo do governo estadual em prover infraestrutura para esse estado gigante que é Mato Grosso. Ferrovia é coisa do presente e do futuro, pois traz prosperidade e desenvolvimento”, disse.

De acordo com o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso, Gustavo de Oliveira, com os trilhos, Mato Grosso vai estar mais próximo dos principais centros consumidores e dos fornecedores de insumos e matérias primas. “Esse é o projeto ferroviário que mais apoia o crescimento industrial do nosso Estado”, afirmou.

A população também comemorou o anúncio da ferrovia. “Vai ser mais uma ferramenta para as pessoas trabalharem”, afirmou o comerciante Antônio Rodrigues, de Lucas do Rio Verde. “Para nós, será muito bom em relação ao frete, principalmente para despachar os insumos”, garantiu Willian Bernardes, consultor técnico da empresa Adubos Araguaia, em Nova Mutum.

Com expectativa de ser finalizada em 2030 pela empresa Rumo, a Ferrovia terá 22 pontes, 21 viadutos, 5 passagens em nível e um túnel com quase 2 km de extensão.

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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