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Linhas de créditos da Desenvolve MT fortalecem empresas e estimulam geração de emprego e renda

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A Desenvolve MT (Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso) fecha os quatros anos (2019 a 2022) da gestão atual do Governo de Mato Grosso com R$ 60,194 milhões em linhas de crédito liberados para os pequenos negócios, contribuindo para a geração de emprego e renda nos municípios mato-grossenses.

Foram 92 municípios atendidos por meio da plataforma digital e agentes de crédito credenciados, enquanto os valores liberados aumentaram em 375% no período. Saltaram de R$ 4,565 milhões em 2019, quando a carteira de crédito estava com demanda reprimida, para R$ 21,665 milhões até o início de dezembro de 2022. 

O número de municípios beneficiados também aumentou – de 11, em 2019, para 92, em 2021. No mesmo período, o capital social da Desenvolve MT cresceu mais de 11 vezes, saltando de R$ 17 milhões em 2019 para R$ 200 milhões em 2022.

Durante a pandemia da Covid-19, a agência foi um forte instrumento de apoio para a sobrevivência do empreendedorismo em todo o Estado. Entre 2020 e 2021, os setores mais afetados, como microempreendedores individuais (MEI), bares, restaurantes, eventos e turismo foram socorridos, por meio do crédito emergencial, com um total de R$ 21 milhões liberados – R$ 7,441 milhões para MEIs e R$ 13,645 milhões para bares e restaurantes, entre outros.   

O aumento do limite de financiamento, aliado à redução das taxas de juros, possibilitou aos empreendedores a continuidade dos investimentos em seus negócios, seja em ampliação, modernização, aquisição de máquinas, equipamentos ou de veículos, entre outros.

Excluídas as linhas de créditos emergenciais, liberadas entre 2020 e 2021, a maior demanda foi para o Fungetur (Fundo Geral do Turismo), com R$ 10,295 milhões financiados entre 2019 e 2021; seguida por Capital de Giro, com R$ 9,95 milhões financiados no mesmo período; e linha de crédito específica para investimento empresarial, com R$ 8,538 milhões.

Novas linhas de crédito

Lançada no final de 2021, pelo governador Mauro Mendes, a linha de crédito Mulher Empreendedora, criada para estimular o empreendedorismo feminino, foi uma das grandes demandadas neste ano de 2022. Foram financiados R$ 2,569 milhões. Também lançado no mesmo período, a linha Jovem Empreendedor, voltada para a faixa etária entre 18 e 29 anos, financiou R$ 675,9 mil em 2022. É importante ressaltar que o limite de crédito individual para ambas as linhas é de R$ 15 mil.   

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Outro incentivo que facilitou a procura por crédito junto à Desenvolve – MT foi o MT Garante (Fundo de Aval Garantidor de Mato Grosso), criado em 2021, durante a pandemia da Covid 19, num total de R$ 100 milhões, para atender microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte, pequeno e médio produtor rural, cooperativas organizadas, centros de crédito e setores ligados à economia solidária. Soma-se ao MT Garante o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que, por meio do Sebrae, também permitiu atender um grande contingente de empreendedores sem garantias para acessar uma linha de financiamento.

No final de 2022, o Governo do Estado, por meio da Desenvolve MT, lançou o programa de financiamento para incentivar o uso do Gás Natural Veicular (GNV) para motoristas de taxi, de transportes por aplicativos e empresas que desejam converter seus veículos. A proposta é apoiar e melhorar a renda destes profissionais, além de proporcionar uma matriz energética mais econômica e sustentável.   

Para o presidente da Desenvolve MT, Jair Marques, a agência passou por grandes transformações nesses quatro anos de gestão. Em 2019 a agência contabilizava prejuízo em seu balanço. Seu capital social encontrava-se estagnado há 16 anos, enquanto a carteira de crédito estava com demanda reprimida, com entregas muito aquém da expectativa da sociedade.

“Encontramos uma agência em risco de extinção, porém, a atual diretoria montou um plano de redução de custos e estudo de viabilidade econômica para os próximos cinco anos, visando demonstrar, num curto espaço de tempo, sua viabilidade. Entre os avanços obtidos, a pandemia foi enfrentada, socorremos empreendedores, criamos o crédito digital para que chegasse aos municípios, o capital social evoluiu de R$ 17 milhões para R$ 200 milhões em 2022 e a carteira de crédito supera os 400% de crescimento”, explica Jair Marques.

Crédito por municípios

Os R$ 60,194 milhões em linhas de crédito liberados pela Desenvolve-MT contribuiu para aquecer a economia dos municípios mato-grossenses. Em 2019, os R$ 4,565 milhões financiados atenderam empreendedores de 11 municípios; em 2020, foram R$ 12,84 milhões para 47 municípios; em 2021, R$ 21.142, milhões para 92 municípios; enquanto até o início de dezembro de 2022, foram R$ 21,665 milhões para 70 municípios. Em quatro anos, houve uma evolução de 375% em liberação de financiamento concedido aos empreendedores no Estado. 

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A construção de um sonho

Uma frustação em um emprego de carteira assinada fez com que nascesse um negócio promissor. Waldemir Reis da Silva, 38 anos, educador físico, é especialista em musculação. Há 10 anos representa a academia Wall Fitness, em Cuiabá, no bairro Dom Aquino.

Muitos foram os desafios. Na pandemia, as academias tiveram que fechar suas portas e o setor foi dos mais afetados pela crise. Com o Waldemir não foi diferente. Quando estava na fase de estruturação do seu negócio, precisou fechar uma unidade no bairro CPA,e tentar seguir em frente apenas com uma unidade.

“Tive muita dor de cabeça com o proprietário do imóvel, porque, ele não entendeu o cenário de crise que enfrentávamos naquele momento. Resolvi entregar o imóvel, mas surgiu outro problema – eu não tinha um espaço para guardar os equipamentos e precisei vender tudo”, explica.

É no caos que muitas vezes nascem as oportunidades. Ele conta que uma das grandes lições que a pandemia deixou, é de que ele precisava sair do aluguel e construir uma sede própria.

Ele entrou em contato com a Desenvolve MT e foi orientado a organizar os documentos da empresa, montar o planejamento financeiro, para que no momento certo pudesse investir na realização do seu sonho. “Quando abri a linha de crédito, estava com tudo pronto, incluindo o projeto arquitetônico. Assim, consegui acessar o crédito para construir a nova sede”, conta.

Em quatro meses, a academia, com 480 metros quadrados de espaço e arquitetura industrial, ficou pronta, e há dois meses foi inaugurada no mesmo bairro. Atualmente, emprega quatro funcionários no novo espaço. “Estou muito feliz, foi a realização de um sonho. Agora é trabalhar pra melhorar o que conseguimos construir”, conta o empreendedor.

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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