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Desabamento parcial de prédio desalojas famílias em bairro do Rio

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Partes de um prédio localizado na Lapa, na região central do Rio de Janeiro, desabou na madrugada de hoje (8). O desabamento, de acordo com a prefeitura do Rio deixou dez famílias desalojadas e um homem de 28 anos ferido. Ele foi atendido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, e já teve alta.

A moradora Denise de Lima, 64 anos, estava em casa quando ouviu um estrondo muito próximo a ela. O desabamento ocorreu a cerca de dois metros de distância do quarto onde vive com o filho, de 28 anos. “Foi aquele barulhão, aquela poeira, a fiação de luz caiu toda em cima de mim, me enrolei toda para descer, mas consegui”, diz. “Tem horas que eu me belisco. Sou eu que estou aqui mesmo? Estou assim, parece que morri e estou viva na vida eterna, em uma segunda vida. Foi um livramento”.

O filho estava na casa da namorada esta noite. Agora, Denise, que não tem família na cidade, foi acolhida por vizinhos e aguarda a assistência. “O que nos prometeram é ir atrás do CRAS [Centro de Referência da Assistência Social] para pleitear um aluguel social, provando que moramos aqui. Sabemos que é um processo longo e demorado. Não dá para ficar assim. Quem tem parente já foi embora. Eu não tenho para onde de imediato”.

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Ela morava há dez anos no edifício e conta que precisou deixar para trás todos os pertences, porque está impedida de entrar no prédio por conta do risco de novos desabamentos. Ficaram para trás também três gatos que ela diz que tentará alimentar. Ela também espera conseguir roupas para poder tomar um banho.

Quem mora no edifício ao lado também teme o desabamento. “Estamos tensos porque irão mexer na estrutura e não sabemos se vai abalar aqui. Estamos aguardando a Defesa Civil dar um diagnóstico real. Até agora nos disseram que a estrutura não está abalada, mas não sabemos como será quando mexerem no prédio ao lado”, diz Jorgeane Oliveira, 38 anos, que mora no prédio vizinho, há 17 anos com os seis filhos.

De acordo com a prefeitura, equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social atenderam 10 famílias desalojadas, sendo 14 adultos e um bebê. De acordo com a pasta, foi oferecido acolhimento institucional, mas os moradores preferiram ficar em casa de parentes e amigos.  Segundo a secretaria, amanhã (9), cada uma das famílias receberá o Cartão do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), para situações de emergência, no valor de R$ 250, no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) Professora Ismênia Lima Martins, no Centro, que acompanhará o caso.

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O desabamento parcial da laje do terceiro e do segundo pavimento do sobrado localizado na Travessa do Mosqueira obstruiu parte da rua. O edifício tem três pavimentos, possui lojas no primeiro. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que foi acionado, na madrugada. Militares do quartel Central atuaram na evacuação do prédio e no resgate.

Edição: Aécio Amado

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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