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Depois de 10 anos, Cantareira atinge 70% da capacidade total

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O Sistema Cantareira, maior produtor de água da região metropolitana de São Paulo, atingiu, nesta quarta-feira (1o), o maior nível nos últimos dez anos, alcançando 70% em sua capacidade de armazenamento. A última vez que se atingiu tal nível foi no dia 23 de agosto de 2012. Há exatamente um ano, o Cantareira operava com 43% da capacidade.

As chuvas dos últimos meses melhoraram a situação de todos os mananciais que abastecem a região metropolitana de São Paulo, segundo consta no relatório que é divulgado diariamente pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Outros sistemas de São Paulo também operavam hoje em nível de normalidade, acima de 69% de sua capacidade. A única exceção era o Sistema Rio Claro, que opera com apenas 42,7%, em nível de atenção. Somados todos os sistemas operados pela Sabesp, o nível dos mananciais atingiu 74,2% nesta quarta-feira.

Níveis

A captação de água do Sistema Cantareira é condicionada ao nível de armazenamento de água do manancial observado no último dia de cada mês. Foram criadas cinco faixas, definidas por uma resolução conjunta da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico e do Departamento de Águas e Energia Elétrica, em 2017, que devem ser seguidas pela Sabesp.

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Os cinco níveis criados pela resolução são: normal, quando é igual ou maior que 60%; atenção, se igual ou maior que 40% e menor que 60%; alerta, quando é maior que 30% e menor que 40%; restrição, se maior que 20% e menor que 30%; e especial, quando o volume acumulado está abaixo de 20%. Essas faixas orientam os limites de retirada de água do sistema.

Como, no dia 28 de fevereiro, o Cantareira estava com 69,1% de sua capacidade total, o sistema opera atualmente na fase normal.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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