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CRIME EM ÁREAS INDÍGENAS

PF apreende mais de R$ 2 mi em equipamentos em garimpos

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MATO GROSSO

A Polícia Federal encerrou, na manhã desta sexta-feira (2), a oitava fase da Operação Alfeu, que investigou o garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, no Município de Vila Bela da Santíssima Trindade.

Foram apreendidas pás-carregadeiras, motores e diversos outros materiais usados para cometer o crime ambiental. O prejuízo estimado aos garimpeiros ilegais é de mais de R$ 2 milhões.

Foram mais de cem barracas destruídas em três diferentes garimpos na região e dezenas de freezers, geladeiras e fogões apreendidos.

A ação foi realizada em conjunto com o Exército Brasileiro na Operação Ágata. O objetivo é combater os crimes ambientais de extração ilegal de ouro e usurpação de bens da União. Além de desocupar as áreas atingidas pelos garimpeiros.

As equipes realizaram buscas nos garimpos Sararé, da Mineradora e da Tirolesa.

No garimpo Sararé os investigadores apreenderam duas pás-carregadeiras, sete motores estacionários, três geradores e 500 litros de diesel.

Já no garimpo da Mineradora foram encontrados 11 motores elétricos, 18 britateiras elétricas e mais 500 litros de diesel.

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Por último, no garimpo da Tirolesa, a Polícia apreendeu 5 motores a gasolina e 5 geradores. O total de apreensões está estimado em R$ 2.106.700.

Segundo a Polícia Federal, os garimpeiros da região foram identificados e o que não pôde ser removido do local foi destruído.

Imagens registradas no local pelos investigadores mostram uma mudança no tipo técnica empregada nos garimpos. Em outras imagens é possível ver o maquinário sendo destruído.

MIDIA NEWS

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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