MATO GROSSO
Sema orienta que produtores rurais acompanhem todas as etapas do CAR
MATO GROSSO
A gestora explicou todos os passos percorridos pelos cadastros no órgão ambiental e os principais gargalos para validação final dos registros. “Eu também sou produtora rural e oriento a todos os produtores e produtoras que acompanhem tudo que está acontecendo na gestão ambiental da propriedade, afinal, quem conhece bem o imóvel somos nós mesmos”, enfatizou Luciane.
Dentre os temas que mais geram divergências técnicas estão a definição da tipologia vegetal em áreas de transição entre os biomas cerrado e floresta e vetorização de hidrografia. Para solucionar as questões a orientação é que o responsável técnico elabore laudos documentados com imagens de campo georreferenciadas e com a anuência do proprietário da área.
Atualmente, mais de 24 mil cadastros já foram analisados e aguardam complementação de informações. Luciane explica que as pendências devem ser respondidas pelo responsável técnico e proprietário da área de forma conclusiva para que o CAR siga para validação sem passivo ou adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA).
Desde a manhã desta quinta-feira (15) até amanhã (16), analistas do CAR estão em Barra do Garças para atender produtores rurais do Vale do Araguaia e dirimir dúvidas sobre os registros. Os atendimentos são individualizados e o produtor rural ainda pode se inscrever pelo link https://bit.ly/43DKGgO indicando o número do CAR do imóvel.
A produtora rural e uma das idealizadoras do 1º Mutirão Ambiental do Vale do Araguaia, Teia Fava, destacou a disposição da Sema em ir até o campo para conversar diretamente com os agricultores e pecuaristas. “Estamos tendo aqui uma oportunidade única. Não somos nós que vamos a Cuiabá, eles que vieram até nós”, comemorou Teia dando o depoimento de que quando passou a acompanhar e olhar os e-mails e notificações enviadas pela Sema pode, enfim, buscar as soluções para as pendências apontadas no processo do CAR.
Para o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, a iniciativa tira o Estado do mundo virtual e chega até o cidadão que usa o serviço de forma concreta. O sentimento é compartilhado pelo prefeito de Barra do Garças, Adilson de Macedo, que espera que o exemplo do mutirão, em que setor produtivo e agências de meio ambiente sentaram para dialogar, se espalhe para outras regiões do Estado.
O 1º Mutirão Ambiental do Vale do Araguaia é uma ação conjunta da Acrimat, Imac, Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Sindicato Rural de Barra dos Garças e Estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI) do município.
Além do atendimento individualizado oferecido pela Sema para o CAR, também oferecem serviços no 1º Mutirão Ambiental do Vale do Araguaia:
- Ibama – Orientações para regularização ambiental e desembargo de áreas
- Imac MT – Orientação para participar do Programa de Reinserção e Monitoramento (Prem) que viabiliza a reintegração de pecuaristas ao mercado formal pecuário
- Empaer – Orientação sobre Políticas Públicas para os agricultores familiares, emissão de Cadastro da Agricultura Familiar e orientação sobre crédito rural
- Instituto Ação Verde – Base cartográfica para elaboração de projeto técnico do CAR (Mapa do CAR)
- PCI Barra do Garças – Inscrição no CAR e emissão de Autorização Provisória de Funcionamento (APF) para propriedades de até 4 módulos fiscais
- TNC – Diagnóstico ambiental de propriedades rurais, orientações e consultoria para restauração de áreas de adoção de técnicas regenerativas de agricultura e pecuária
Data: 15/06 8h às 17h | 16/06 8h às 17h
Local: Parque de Exposições Agropecuárias Eliziário José de Farias do Sindicato Rural de Barra do Garças
Inscrições: https://bit.ly/43DKGgO
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa
O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.
Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.
“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.
O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.
“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.
Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.
Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.
“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.
Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.
“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.
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