MATO GROSSO
Sinfra realiza encontro para discutir gestão de aeroportos públicos em Mato Grosso
MATO GROSSO
Barra do Garças receberá na próxima semana a 2ª Roda de Conversa com Gestores Aeroportuários de Mato Grosso. Organizado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), o evento será uma oportunidade para qualificar os profissionais que trabalham com aeroportos, além de promover o intercâmbio entre municípios e o próprio Governo do Estado.
O encontro será realizado entre terça-feira (27.06) e quinta-feira (29.06) no Anfiteatro Fernando Peres. Além de palestras e debates, serão realizadas visitas técnicas no Aeroporto de Barra do Garças e na unidade do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 1) do município.
Segundo o secretário adjunto de Logística e Concessões da Sinfra-MT, Joelson Matoso, o evento faz parte dos investimentos realizados pelo Estado nos aeródromos públicos. Uma das necessidades encontradas foi justamente a qualificação dos gestores aeroportuários.
“Nós vamos discutir segurança aeroportuária e vários outros assuntos, como a expansão de voos comerciais em Mato Grosso, com participação da Secretaria Adjunta de Turismo. Vai ser um evento completo e será possível acompanhar online. É uma oportunidade ímpar para quem atua na gestão de aeródromos públicos no Estado de Mato Grosso”, afirmou.
É esperada a participação de mais de 150 pessoas no encontro, que tem como público-alvo os responsáveis e administradores de aeródromos, profissionais que trabalham com aeroportos, consultores e empresas privadas do ramo. Para os participantes, haverá certificado emitido pela Escola de Governo.
O evento começa às 08h30 da terça-feira (27.06), com uma palestra sobre os principais planos aeroportuários, as necessidades e trâmites legais para cada tipo de aeródromo. No período da tarde haverá conteúdo sobre medidas preventivas no combate à incêndios em aeródromos e sobre a interferência de objetos no espaço aéreo.
No segundo dia, serão debatidas a expansão da aviação em Mato Grosso, a gestão de obras em aeródromos, segurança operacional e o papel da infraestrutura na segurança aeroportuária.
Por fim, no terceiro dia será realizada uma visita técnica no Aeroporto Municipal, no período da manhã, e no Cindacta 1, após o almoço.
Estão confirmadas a presença de técnicos da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Infraero, Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), Centro Integrado de Operações Aérea (Ciopaer), Cindacta 1, das empresas Azul Conecta e Emelsul, que trabalha com projetos aeroportuários.
Mais MT Aeródromos
O programa Mais MT Aeródromos Públicos destina recursos financeiros para municípios interessados em realizar melhorias em seus aeroportos. O objetivo é incentivar o transporte aéreo em Mato Grosso, importante meio de locomoção em um estado de grandes dimensões.
No total, há 35 aeródromos incluídos no programa Mais MT. Em Juara e Água Boa as obras já foram realizadas e em outros oito municípios há contratos e convênios firmados para melhoria: Porto Alegre do Norte, Brasnorte, Canarana, Cáceres, Vila Rica, Poconé, Matupá e Sorriso.
O Programa Mais MT Aeródromos Públicos tem validade até fevereiro de 2025.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.
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