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Luís Cláudio avalia que Edna gera “provas contra si mesma” ao atacar vereadores

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O vereador por Cuiabá, Luís Claudio (PP), criticou a estratégia adotada por Edna Sampaio (PT) de partir para o ataque, apontando a existência de “rachadinhas” em gabinetes de pares da Câmara Municipal. O progressista acredita que essa atitude promova o “esvaziamento da defesa” e faz com que Edna gere “provas contra si mesma”. As contas da petista são analisadas pela Comissão de Ética da Casa, após Luís Claudio denunciar a vereadora por orientar os chefes de gabinete a fazer o repasse da verba indenizatória para conta ligada ao seu nome.

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“Acho que a vereadora tem que procurar pautar sua linha de defesa em apresentação dos documentos em que efetivamente foi gasto na transferência que, pelo próprio depoimento dela aconteceu, foi transferido para a conta que eles dizem ser conjunta. Tem que provar essa realidade. Esses são os fatos que geraram a Comissão de Ética. Atacar vereador, dizer que estar certa sobre todas as circunstâncias, acredito não ser esse o caminho e, pelo andar da carruagem, terá muita dificuldade”, disse o vereador à imprensa nesta segunda-feira (3).

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Edna Sampaio sustentou em sua oitiva na Comissão de Ética que a prática de transferência para conta conjunta foi adotada pelo mandato coletivo com a intenção de facilitar a administração dos recursos da VI. Para sair do holofote, acusou o vice-presidente da Câmara, Rodrigo Arruda e Sá (Cidadania), de cometer “rachadinha”. O parlamentar ficou revoltado e garantiu que irá processá-la. Luís Cláudio disse acreditar que esse comportamento só dificulta a situação da colega de plenário.

“O que não está nos autos, não está no mundo. Esse é o princípio básico do Direito. Ela está trazendo assuntos fora do contexto e gerando provas contra si mesma. Vejo com muita preocupação promover defesa através do ataque, é um esvaziamento da própria defesa e está gerando um desconforto enorme dentre os pares. Acredito que esse não é o caminho que deveria ter adotado desde o princípio da sua defesa”, avaliou Luís Cláudio.

Outro fator que surgiu durante a investigação contra Edna foi a exoneração da ex-chefe de gabinete Laura Natacha Oliveira Abreu por supostamente estar grávida e não pode ser dedicar integralmente ao mandato. O autor da denúncia que deu início os autos apontou que a vereadora deveria ter reconhecido o erro e passado a agir conforme o rito da Câmara, evitando um desdobramento maior.

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“Dinheiro caiu na conta? Foi utilizado para isso, está aqui. Não é o correto, mas vou procurar fazer dessa outra forma agora … Estaria tudo bem. Mas, da forma como está agindo, inclusive na questão da Laura Natacha ser demitida por estar em gravidez de risco, e parece agora que essa não é a versão oficial, acredito que está se complicando bastante”, falou Luís Cláudio.

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Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso

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A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.

De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.

Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.

Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.

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O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:

“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.

A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.

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