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“Não tenho raiva; não tenho mágoa; eu perdoo”, diz pai de irmãs

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“Eu vou falar do meu coração, eu não tenho raiva dele, eu não tenho nenhuma mágoa dele. Eu perdoo. Quem sou eu para não perdoar? A Justiça está nas mãos de Deus”.

A declaração é de Paulo Vidal, pai de duas meninas de 7 e 9 anos que morreram em um acidente provocado por um jovem que fugia de uma abordagem policial, em Rondonópolis, no dia 31 de julho.

O acusado, João Vitor Barbosa da Cruz, de 21 anos, foi preso nesta sexta-feira (4) escondido em uma igreja em Primavera do Leste.

Ele conduzia uma caminhonete Amarok com registro de furto, avançou a preferencial e atingiu o carro onde estava Paulo, a esposa e seus três filhos. A mulher e o menino continuam hospitalizados.

No momento do acidente a família voltava de culto religioso e cantava músicas de louvor.

Na hora, Paulo disse que na hora chegou a questionar o porquê daquilo ter acontecido com suas filhas, mas depois pediu perdão a Deus.

“O Senhor sabe de todas as coisas. Ele sabe o propósito”, disse ao Programa SBT Comunidade de Rondonópolis.

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“Se ele estiver vendo esse vídeo de algum lugar, qualquer momento, eu quero dizer que eu o perdoo. Quem sou eu para criticá-lo ou desejar que ele morra? Eu não sou nada”, disse.

Acidente

Conforme a Polícia Militar, a ocorrência teve início no Bairro Dom Osório, quando os policiais viram a caminhonete furtada e, ao tentarem abordagem, o motorista iniciou fuga em alta velocidade.

Após desrespeitar vários cruzamentos acabou batendo em um Gol, provocando a morte das duas meninas e deixando o pai delas, a madrasta e o irmão feridos.

Depois da colisão, ele fugiu do local, deixando na caminhonete uma jovem de 20 anos, que também ficou ferida e foi presa em flagrante.

A camionete Amarok foi furtada dias antes por um criminoso reincidente em crimes patrimoniais, preso em flagrante na terça-feira pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis.

Em depoimento, o criminoso confessou que entregou o carro para um receptor.

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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