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Rádio MEC comemora 100 anos com 10 horas de programação temática

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Para celebrar o centenário da Rádio MEC neste 7 de setembro, uma programação especial destaca conteúdos marcantes dos 100 anos da emissora no ar. Ao longo do dia, o público confere depoimentos de profissionais que marcaram época e trechos de programas históricos a serviço da educação e da cultura.

Com 10 horas de atrações diversificadas, a faixa temática das 8h às 18h contempla a divulgação científica, a música de concerto, os programas para a infância, as séries educativas e culturais, a literatura, o teatro, o cinema, a música popular, o choro e o jazz.

O presidente da EBC, Hélio Doyle, destaca que os 100 anos da MEC é a comprovação de que as previsões pessimistas sobre o fim do rádio não se concretizaram.

“O rádio se revitaliza, se renova. E a [Rádio] MEC, como sempre fez, continuará se adaptando e sendo um meio de comunicação relevante e de qualidade, que orgulha a sociedade brasileira e a EBC.”

O especial ainda tem a participação de mensagens de ouvintes. Os interessados podem acompanhar ao vivo no dial em rede AM e FM, no aplicativo Rádios EBC ou ainda no site da emissora pública. Clique aqui e saiba como sintonizar a emissora.

Acervo e depoimentos

A extensa programação preparada pela equipe da Rádio MEC para a data comemorativa utiliza material raro e exclusivo preservado no acervo para contar a trajetória da emissora. Cronologicamente, a produção resgata desde a iniciativa inovadora da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro até os dias atuais.

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Os comunicadores que conduzem essa homenagem são Raquel Ricardo e Rui Vasconcelos. Os ouvintes poderão conferir depoimentos de produtores e apresentadores que são lembrados com carinho e seguem vivos na memória afetiva dos fãs que acompanham a Rádio MEC.

Além dos profissionais, o especial conta com depoimentos de artistas como Fernanda Montenegro, que destaca alguns dos programas sobre cinema e literatura que ela mesma apresentou na emissora. Helena Theodoro e Marlene Blois falam sobre a vocação educativa ao destacar o trabalho do Projeto Minerva. A programação infantil e a literatura ganham uma viagem histórica pelas ondas sonoras na voz de Tim Rescala, Adriana Ribeiro, Ruy Castro e Katy Navarro.

A relevância musical da Rádio MEC é lembrada ainda pelo depoimento de especialistas como Ricardo Cravo Albin, Haroldo Costa, Jota Carlos e Arthur da Távola (in memória), entre outros. Quando o assunto diz respeito aos programas de jazz, a atração retoma desde Paulo Santos, uma referência no rádio com seu Encontro com o Jazz, até o Jazz Livre!, produção contemporânea atualmente apresentada por Sidney Ferreira.

Para o gerente-executivo de Rádio da EBC, Thiago Regotto, comemorar os 100 anos da Rádio MEC tem um significado que vai além da programação especial. “Hoje, celebramos a resistência de uma emissora que passou por vários momentos da nossa sociedade, soube se adaptar, nunca se afastou do seu público e nunca perdeu seu objetivo: comunicar para educar”, disse.

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Ouvintes e parceiros

A programação especial é apenas uma das iniciativas para comemorar o centenário da Rádio MEC. Neste mês, a emissora ainda é celebrada com uma ópera inédita, exposição, cerimônia de premiação e debate com ouvintes e parceiros.

Na próxima semana, nos dias 13 e 14 de setembro, o destaque é a apresentação inédita do espetáculo O Sonho de Edgard, ópera de Adriano Pinheiro. A produção será executada no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

O Prêmio Rádio MEC é a atração seguinte da emissora pública. A solenidade de reconhecimento dos vencedores será realizada na Sala Cecília Meireles no dia 25 de setembro. Logo depois, nos dias 26 e 27, o Encontro de Ouvintes e Parceiros da Rádio MEC debate o presente e o futuro da emissora, na Casa da Ciência. O espaço recebe até 9 de outubro a mostra que valoriza a história de 100 anos da emissora.

Fonte: EBC GERAL

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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