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Mais de 100 profissionais concluíram especialização da SES em saúde mental e atenção psicossocial

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Um total de 110 profissionais que atuam na área da saúde pública em Mato Grosso concluíram, em 2023, a especialização em Saúde Mental e Atenção Psicossocial, ofertada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), por meio da Escola de Saúde Pública (ESP-MT).

O curso iniciou em 2022 e três turmas concluíram a especialização entre agosto e setembro deste ano. Para o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, a especialização é fundamental para a qualidade do atendimento ofertado aos pacientes que tratam a saúde mental nas unidades públicas do Estado.

“Investimos em diversas especializações e cursos porque entendemos a necessidade da educação permanente no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir dessas qualificações, os profissionais conseguem ofertar serviços eficazes e os pacientes em tratamento alcançam resultados mais efetivos”, afirma Gilberto.

A servidora da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre do Norte, Kilvia Alves Ribeiro, está entre os 100 alunos da especialização. Ela conta que sua cidade não tem uma Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), portanto, o curso contribuirá para o processo de implementação do serviço.

“Estamos a 1.200 km de distância da Capital, onde estão as referências para alta complexidade em psiquiatria. Para mim, essa especialização agregou no dia a dia na luta em prol desses pacientes. Estamos conseguindo dar mais suporte e tratamento humanizado para eles. Meu desejo é fomentar a mudança na região”, diz Kilvia.

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Para a servidora do Núcleo de Saúde do Trabalhador da Secretaria de Administração do município de Tangará da Serra, Uiara Leice, a especialização foi um divisor de águas.

“Essa pós-graduação não impactou apenas a minha vida profissional, mas ressignificou a minha vida pessoal também, permitindo vivências e compartilhando saberes, em que a troca entre professores e alunos era mantida na horizontalidade de conhecimentos. A SES foi brilhante, pois trabalhou a integralidade do cuidado fazendo interface com todas as demais políticas públicas, promovendo mudanças na forma de pensar e fazer saúde”, destaca Uiara.

Foram capacitados em Saúde Mental e Atenção Psicossocial profissionais que atuam no Centro Integrado de Assistência Psicossocial (CIAPS) Adauto Botelho e no Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSI) de Cuiabá e Várzea Grande.  Participaram ainda servidores dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Secretarias Municipais de Saúde de diversas cidades do interior do Estado.

Conforme a secretária Executiva da SES, Kelluby de Oliveira, a pasta trabalha em novas qualificações. “Nosso objetivo é aprimorar os atendimentos públicos em saúde realizados. A atual gestão não mede esforços na qualificação dos profissionais, pois compreendemos que por meio da educação o trabalho pode ser ampliado e potencializado”, entende a gestora.

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A diretora da Escola de Saúde, Silvia Tomaz, observa que há 30 anos não havia uma especialização em saúde mental e atenção psicossocial voltada para os trabalhadores do SUS. Para ela, o curso é um marco para o Estado e, principalmente, para os pacientes.

“Temos como propósito gerar redes inclusivas com vários atores sociais, que possam compreender a multiplicidade e o sofrimento humano nos serviços de saúde, cumprindo com os princípios do SUS e contribuindo, assim, para a melhoria do quadro clínico dos pacientes que tratam da saúde mental em Mato Grosso, além do aperfeiçoamento do RAPS”, pontuou a gestora.

Especializações em andamento

Estão em andamento na Escola de Saúde Pública de Mato Grosso as especializações voltadas para pessoa com transtorno do espectro do autismo; hansenologia (turma 2); plantas medicinais e fitoterapia e avaliação de tecnologias em saúde; deve iniciar em novembro a especialização em enfermagem obstétrica.

Também está em andamento a especialização descentralizada em Saúde Pública para os profissionais das regiões de saúde do Médio Araguaia, Norte Araguaia Karajá e Araguaia Xingu. As inscrições para o curso estão abertas até o dia 28 de outubro neste link. A aula inaugural do curso será no dia 05 de dezembro deste ano.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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