MATO GROSSO
Repasse do Governo Estadual para área da assistência social nos municípios aumentou em 186% em 2023
MATO GROSSO
O aumento do valor do cofinanciamento, que consiste na destinação de recursos para a implementação das ações da assistência social nos municípios, teve influência direta da primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, junto ao governador Mauro Mendes. A época em que fez o pedido ao Governo do Estado, Virginia lembrou que, quando foi primeira-dama de Cuiabá, não teve acesso aos recursos necessários para a assistência social municipal.![]()
“O aumento no valor do cofinanciamento para os municípios é uma grande conquista, é histórico. São recursos que, com certeza, já estão fazendo a diferença no atendimento daquelas famílias que mais necessitam e mudando os rumos dos serviços socioassistenciais em Mato Grosso. E isso só foi possível quando entendemos as necessidades de cada município, proporcionando uma maior integração com o Governo do Estado”, ressaltou Virginia.
A titular da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Grasi Bugalho, enfatizou que este é o maior cofinanciamento para a área socioassistencial da história do Estado de Mato Grosso.
“O governo do Estado de mato Grosso, na visão do governador Mauro Mendes e da nossa primeira-dama Virginia Mendes sempre foi diferenciado. E nessa gestão, realmente é demonstrado um olhar para o social. O valor do cofinanciamento foi de R$ 10 milhões para R$ 28 milhões. É uma transferência feita fundo a fundo, sai direto da assistência social do Estado para as contas da assistência social dos municípios. Com esse recurso, os municípios podem se planejar para melhorar e aumentar o atendimento das pessoas mais vulneráveis daquele lugar”, afirmou Grasi.![]()
A secretária Grasi Bugalho explicou que, além do aumento no valor do repasse, o diferencial do cofinanciamento de 2023 foi a forma democrática com que foi feito. A destinação dos recursos foi construída junto com o Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social de Mato Grosso (Coegemas) e aprovado na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e no Conselho Estadual de Assistência Social (CEAS).
“Anteriormente, a distribuição dos valores do cofinanciamento se baseava em diversas variáveis, como número de equipes, de equipamentos, de habitantes do município, entre outros. Em 2023, o recurso destinado tem como base a população cadastrada no Cadastro Único (CadÚnico), definindo assim, uma distribuição mais igualitária aos municípios que realmente necessitam”, completou.
A primeira parcela do cofinanciamento foi paga em abril pelo Governo do Estado, e a segunda parcela em setembro, sob a condicionante da prestação de contas dos municípios ao primeiro repasse, e a apresentação do planejamento para aplicação dos recursos recebidos.
Para muitos municípios, o aumento no valor do cofinanciamento refletiu em mudança na realidade em relação aos serviços socioassistenciais oferecidos para a população local, já que, individualmente, o aumento, em alguns casos, chegou a 859,58%, a exemplo de Cuiabá, que recebeu R$ 4.704.702,72. O valor do repasse atual ficou próximo ao valor total dos repasses feitos nos anos de 2019, 2020, 2021 e 2022, que totalizou R$ 5.067.427,71.
Outro município que teve o valor do cofinanciamento aumentado foi Poconé. Em 2022, o valor repassado foi de R$ 71.321,25. Já para este ano, o município recebeu 437,02% a mais, ou seja, R$ 383.011,68.
A primeira-dama e secretária de Assistência Social, Emprego e Renda de Poconé, Joelma Gomes, enfatizou que o repasse feito pelo Fundo Estadual de Assistência Social (Feas), em 2023, foi extremamente impactante nas ações e no orçamento da Secretaria Municipal de Assistência Social.![]()
“Nos últimos anos já havíamos notado o aumento do repasse do Estado, mas, no ano de 2023, com esse aumento de 437%, mais a destinação de cestas básicas com o Programa SER Família Solidário e a inauguração da sede do Programa SER Criança, o Governo de Mato Grosso, por meio da Setasc, impactou diretamente a vida das famílias vulneráveis do nosso município, como nenhum governo nunca fez”, completou.
Joelma contou que com o novo repasse estadual à Secretaria de Assistência Social de Poconé pode iniciar um programa de aquisição de alimentos da agricultura familiar para completar a cesta básica das famílias, auxiliando assim os pequenos produtores rurais da agricultura familiar, que muitas vezes também são usuários do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
Ela explicou ainda que, com a estagnação dos repasses federais, o SUAS em Poconé era subsidiado praticamente com recursos próprios, mas que, como houve aumento no repasse do FEAS, foi possível potencializar as ações socioassistenciais.
“Agora atendemos e acompanhamos mais famílias, expandimos nosso Serviço de Convivência nas nossas comunidades rurais e quilombolas e, em 2024, com esse valor, será possível dar voos maiores na assistência social, em Poconé”, ressaltou.
Para o município de Confresa, a 1.060 km de Cuiabá, o aumento no valor do cofinanciamento foi mais que significativo. Em 2022, o município recebeu o montante de R$ 73.223,15, sendo que o repasse do cofinanciamento aumento em 245,80% em 2023, chegando a cada dos R$ 253.209,12.
A secretária de Desenvolvimento Social e Trabalho (SMDST) de Confresa, Leidiane Gomes de Freitas, explicou que com o novo repasse foi possível fortalecer o oferecimento dos benefícios eventuais, que correspondem aos auxílios prestados aos cidadãos e às famílias em virtude de nascimento, morte, situações de vulnerabilidade temporária e de calamidade pública.![]()
“Posso dizer que, para nós, esse aumento no repasse, foi mais do que importante, tirou a gente do sufoco. Eu só tenho a agradecer ao nosso governador Mauro Mendes e a nossa primeira-dama Virginia Mendes, agradecer a toda equipe da Setasc, a secretária Grasielle Bugalho. Agora, de fato, podemos concretizar políticas mais eficazes para nossa região”, finalizou.
Itiquira, localizado a aproximadamente 360 km, foi outro município que teve os recursos do cofinanciamento reajustados, saindo de R$ 41.944,76 em 2022 para R$ 100.524,48, o que representa um aumento total de 139,66%.
O prefeito de Itiquira, Fabiano Dalla Valle, ressaltou que o aumento no valor do financiamento fez com que fosse possível melhorar o atendimento da Secretaria de Assistência Social do município como um todo.
“O cofinanciamento vem abrangendo vários segmentos da própria Secretaria. É uma ajuda financeira que veio e a gente está transformando essa ajuda financeira do Estado em benefício, em atendimento à população. É diretamente proporcional. Quando o Estado consegue subsidiar um valor melhor para o município, com certeza o município consegue aumentar mais sua rede de atendimento”, disse.
A secretária de Assistência Social e primeira-dama de Itiquira, Marciara Borges de Oliveira Dalla Valle, explicou que com o valor repassado pelo Estado, o município já iniciou os pagamentos dos oficineiros, que prestam serviço nos cursos que são ofertados nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e o distrito.
“Fez uma diferença enorme. Nós conseguimos aumentar a oferta de serviços. E com isso, trazendo mais capacitação para eles, fazemos com que eles tenham mais autonomia, e possam melhorar de vida também”, disse.![]()
Marciara também contou que o município de Itiquira conseguirá implantar o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) após o aumento de recursos.
“Com esse valor reajustado, além de aumentar os serviços, agora nós estamos nos estruturando, e esse valor vai ajudar na abertura e no custeio do CREAS, que é um novo leque de serviços que a Secretaria de Assistência Social vai ofertar à população. O município só agradece mesmo, o governador e a primeira dama, por todo o suporte que tem dado aos secretários também, sempre que a gente precisa. Da nossa parte, só agradecimentos mesmo”, concluiu.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Férias de julho elevam expectativa de faturamento para maioria dos bares e restaurantes
Mais da metade dos bares e restaurantes brasileiros espera aumentar o faturamento durante as férias escolares de julho. Segundo pesquisa da Abrasel, 54% dos empresários projetam crescimento nas vendas em relação a um mês comum, sem datas comemorativas ou grandes eventos. Desse total, 44% estimam alta de até 20%, enquanto 10% acreditam em expansão superior a esse percentual.
Na comparação com as férias de julho do ano passado, o cenário também é positivo. Para 58% dos entrevistados, o faturamento será maior neste ano. Outros 22% acreditam que o desempenho permanecerá estável, enquanto apenas 10% esperam retração.
O otimismo está relacionado ao impacto que o período costuma ter sobre o fluxo de consumidores. Para 49% dos empresários, as férias de julho são importantes ou muito importantes para o desempenho do negócio. Entre os principais motivos apontados estão o aumento da chegada de turistas e visitantes (49%) e as mudanças na rotina das famílias durante o recesso escolar (43%).
No entanto, o efeito das férias não é uniforme. Em cidades menos turísticas, parte dos bares e restaurantes tende a registrar redução no movimento, o que explica por que 28% dos empresários considera que o período tem pouca ou nenhuma importância para o faturamento.
Para Daniel Teixeira, presidente da Abrasel-MT, os dados mostram que o empresário mato-grossense está otimista para este mês de julho, ainda que nosso estado tenha mais gente saindo do que entrando neste período, o mês das férias escolares tende a ter um aumento no fluxo de consumidores, criando um cenário favorável para bares e restaurantes. “A expectativa é de um movimento mais intenso, especialmente para os estabelecimentos que investirem em experiências e atendimento de qualidade para atrair famílias e grupos de amigos”, destaca ele.
“Julho redistribui o consumo pelo país. Enquanto algumas cidades sentem a queda no movimento porque parte da população viaja, destinos turísticos vivem um dos períodos mais intensos do ano. Cidades associadas ao inverno, como Gramado, Campos do Jordão e Monte Verde, recebem mais visitantes e transformam essa sazonalidade em uma oportunidade para reforçar o caixa e compensar os meses de menor movimento”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.
Copa do Mundo e turismo reforçam cenário favorável
Além das férias escolares, o setor também tem sido beneficiado pela Copa do Mundo, que vem movimentando especialmente os bares nos dias de jogo. Os bons resultados da seleção brasileira aumentam a expectativa do público e devem ajudar a manter os estabelecimentos mais cheios em julho.
Outro fator positivo é o bom momento do turismo internacional. Entre janeiro e maio, os turistas estrangeiros gastaram R$ 25 bilhões no Brasil, valor recorde para o período e 11% superior ao registrado nos cinco primeiros meses de 2025, segundo dados do Ministério do Turismo.
“A Copa sempre muda o clima do país, e a expectativa é de que o Brasil faça uma grande campanha, chegue à final e conquiste o hexa para completar a festa. Somada às férias de julho e ao aumento do fluxo de turistas, a competição deve seguir enchendo as mesas, reunindo as torcidas e impulsionando o movimento nos negócios”, destaca Solmucci.
Maio registra desempenho positivo
A pesquisa da Abrasel mostrou ainda que os empresários encerraram maio com indicadores favoráveis. O mês terminou com 39% das empresas operando no lucro. Outras 41% registraram equilíbrio financeiro, enquanto 19% tiveram prejuízo. Na comparação com abril, quase metade dos estabelecimentos (47%) informou crescimento no faturamento. Para 27%, a receita permaneceu estável, enquanto 25% registraram queda. 1% das empresas não existiam em maio.
“Maio costuma ser um mês muito importante para bares e restaurantes porque conta com o Dia das Mães, uma das datas mais fortes do calendário do setor. O fato de quase metade das empresas ter conseguido ampliar o faturamento em relação a abril mostra resiliência e capacidade de adaptação em um ambiente ainda marcado por margens apertadas, custos elevados e forte pressão sobre o caixa”, afirma Solmucci.
Os dados do estudo mostram que apenas 8% dos empresários conseguiram reajustar os preços acima da inflação nos últimos 12 meses. Outros 57% reajustaram conforme ou abaixo da inflação, enquanto 35% não conseguiram fazer qualquer reajuste.
A pressão sobre o caixa também aparece na inadimplência. De acordo com o levantamento, 37% dos estabelecimentos possuem algum pagamento em atraso. Entre eles, os principais débitos são impostos federais, mencionados por 75% dos empresários, seguidos pelos tributos estaduais, citados por 44%.

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