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Vereador de Bom Jardim é preso suspeito de matar primo da namorada durante briga em festa

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O vereador de Bom Jardim de Goiás Sérgio Ricardo Bueno Araújo (DEM), que se apresentou na tarde de segunda-feira (8/1) na delegacia de Aragarças, acabou sendo preso pela Polícia Civil acusado de matar o primo da namorada durante uma briga no domingo à noite. De acordo com a polícia, os dois estavam em uma festa e começaram a discutir. Durante a briga, o político pegou uma arma, atirou contra a vítima e fugiu. 0 delegado Ramon Queiroz contou que os dois tinham uma briga antiga por causa do namoro do vereador com a prima de Warlei Nonato Barbosa de Jesus. O crime aconteceu na noite de domingo (7).

O g1 não conseguiu identificar a defesa do suspeito até a última atualização dessa reportagem. O g1 também pediu um posicionamento para a Câmara Municipal de Bom Jardim de Goiás, mas não teve retorno.

“Segundo o vereador, já havia um desentendimento com a vítima devido a um namoro que esse vereador tinha com uma prima da vítima. E, devido a esse namoro, eles começaram esse desentendimento, que veio se prolongando com o passar do tempo. Na noite de ontem [domingo] eles estavam juntos, no mesmo ambiente de uma festa, e eles acabaram se desentendendo, indo às vias de fato, uma briga que foi separada por testemunhas, mas que encaminhou para o disparo de arma de fogo e o homicídio”, contou o delegado.

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Queiroz contou que Sérgio Bueno fugiu após o crime e se apresentou na delegacia no dia seguinte. Porém, como a polícia ainda o procurava, foi feita a prisão em flagrante dele. O político tem registro como Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), mas a autorização é apenas para carregar a arma até os estandes de tiro. Assim, o vereador não poderia estar com a arma na festa. Além do homicídio, ele deve responder por porte ilegal de arma de fogo.

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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