MATO GROSSO
Polícia Militar prende suspeitos de furto com auxílio de câmeras do Vigia Mais MT em Cuiabá
MATO GROSSO
Equipes da Polícia Militar prenderam dois homens, de 23 e 37 anos, após o furto de um veículo, na manhã desta sexta-feira (12.01), em Cuiabá. A dupla foi identificada por meio de câmeras do Vigia Mais MT e foi detida após perseguição policial, no bairro Santa Isabel.
De acordo com o boletim de ocorrência, o 1º Batalhão de PM foi acionado via Ciosp, após câmeras do Vigia Mais MT monitorarem dois homens em atitude suspeita, na região do bairro Porto, próximo a um comércio. Ao chegarem no local, os militares foram informados pelo Ciosp que a dupla teria ido em direção a um carro Jeep Renegade branco.
Os policiais localizaram o veículo e se aproximaram para abordagem, momento em que os suspeitos iniciaram fuga em alta velocidade, desobedecendo todas as ordens de parada dadas pela PM. Durante a fuga, os criminosos transitavam em áreas de contramão e colidiram contra outros carros que estavam nas vias.
Equipes da Rotam e do helicóptero Águia do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), foram acionadas para ajudar na captura dos suspeitos, e identificaram que o Jeep Renegade estava transitando pela avenida Miguel Sutil, adentrando o bairro Santa Isabel.
Após alguns minutos de acompanhamento, os criminosos perderam o controle da direção do veículo, próximo de um campo de futebol do bairro. Neste momento, o condutor saiu do carro com uma arma em mãos e efetuou disparos contra as equipes policiais, que revidaram a ação.
O homem foi atingido no ombro e se entregou, sendo resgatado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado para uma unidade de saúde. O segundo criminoso tentou fugir por uma região de mata, mas foi preso pelos militares.
Diante dos fatos, o suspeito detido foi encaminhado para a Central de Flagrantes de Cuiabá, com a arma de fogo utilizada no crime, para registro da ocorrência. O veículo Jeep Renegade foi direcionado para a Companhia Comunitária do bairro Santa Izabel, onde será recuperado pela vítima do furto.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.