MATO GROSSO
Mato Grosso registrou abertura de 85,4 mil empresas em 2023
MATO GROSSO
Em 2023, foram abertas 85.483 no estado, segundo os dados da Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat). O número representa um crescimento de 6,56% nos registros de empresas comparado ao ano de 2022, o qual registrou 80.217 aberturas.
A Jucemat é a quarta mais rápida do país, levando em média 1 horas e 36 minutos para abertura de uma empresa, por meio da Rede Nacional de Simplificação do Registro e da Legalização de Empresa e Negócios (Redesim). Todos os municípios de Mato Grosso já aderiram ao Redesim, sendo integrados à rede.
Segundo o presidente da Jucemat, Manuel Lourenço, o crescimento foi motivado pela isenção do preço público na abertura das empresas, previsto em lei estadual.
“Hoje na Junta Comercial não falamos em desburocratizar e sim em simplificar. Um exemplo disso foi a iniciativa do Governo do Estado de levar a isenção do Preço Público para Assembleia Legislativa, a qual foi aprovada. Àqueles que abrem sua empresa pelo Sistema Jucemat Empresa Instantânea, obtém isenção da taxa de abertura, de acordo com a Lei n°728 de 2022. Desde a aprovação da lei percebemos o aumento”, explicou o presidente.
O Sistema da Jucemat foi baseado no modelo one stop shop (loja de uma parada, em tradução livre), a plataforma é um modelo de Balcão Único – nome dado em outros Estados – que inova em concentrar as emissões de documentações empresariais em um único espaço.
Além disso, o presidente destacou que, hoje, para se fechar uma empresa é simples e leva-se minutos fator que inibe as inseguranças dos empreendedores. Em 2023, 36.701 empresas foram fechadas, já em 2022, 28.939.
Vale lembrar que, em 2023, a Jucemat recebeu a visita de oito presidentes de Juntas Comerciais, com o intuito de conhecer o trabalho desenvolvido em Mato Grosso, o qual destaca-se pela rapidez e eficiência.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.