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Governo de MT investe na formação técnica de estudantes para atuação no campo

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Em 13 municípios mato-grossenses com vocação agrícola, o Governo de Mato Grosso oferece aos estudantes da rede estadual de ensino formação específica para atuação no campo. São disponibilizados neste ano os cursos técnicos profissionalizantes em agricultura, agropecuária, agroecologia e agronegócio, junto com o ensino médio.

Uma parceria entre a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia e Inovação (Seciteci) e Secretaria Estadual de Educação (Seduc) abriu para início das aulas neste ano 630 vagas para esses cursos em escolas técnicas e em escolas estaduais de sete municípios.

Além disso, há escolas da rede estadual em seis municípios que já funcionam na modalidade educação no campo têm atualmente 581 estudantes matriculados, por meio de parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

Esse trabalho irá beneficiar a agricultura como um todo e apoiar os jovens a permanecerem no campo, conforme avaliou a secretária estadual de Agricultura Familiar, Teté Bezerra.

“A capacitação incentiva os jovens de famílias de produtores familiares a ficarem no campo, a investirem nas propriedades dos pais e obterem resultados mais eficientes, porque vão contar com uma formação mais especializada e podem adotar novas tecnologias”, destacou.

Além dos cursos profissionalizantes, segundo a secretária, o Governo do Estado tem adotado outras ações para evitar que os jovens deixem o campo por falta de estrutura para trabalhar e oportunidade de renda, como a entrega de máquinas para a mecanização da produção e outros investimentos que passam de R$ 500 milhões nos últimos cinco anos para melhorar a qualidade de vida na zona rural.

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Na Escola Técnica Estadual 19 de Maio, município de Alta Floresta, são ofertados aos estudantes curso de agricultura e ainda de agroecologia pelo fato de o município estar localizado no bioma amazônico.

O curso de técnico em agronegócio é disponibilizado em unidades de ensino de Diamantino, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste e Tangará da Serra.

Já o curso de técnico em agropecuária é oferecido na Escola Estadual Jardim das Flores, em Matupá, e na Escola Estadual João Pedro Torres, em Poxoréu.

Além das aulas teóricas, os alunos terão conhecimento prático em laboratórios e também visitas técnicas.

O secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Allan Kardec, explicou que a Seciteci já ofertava cursos técnicos, mas que em 2024 será o primeiro ano de oferta de cursos técnicos junto com o ensino médio, em conjunto com a Seduc.

“Estamos ampliando ainda mais o ensino técnico em Mato Grosso com essa parceria com a Seduc, dando mais oportunidades aos jovens para que saiam do ensino médio com condições de entrar no mercado de trabalho e ocupem vagas que exigem capacitação técnica”, enfatizou.

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Nessa parceria, a Seduc oferta os componentes de formação geral básica, como matemática, história e geografia, etc.) e a Seciteci os componentes do itinerário formativo do novo ensino médio que é o técnico profissionalizante.

“Essa é uma parceria que, além de oferecer uma formação de qualidade e oportunidade de emprego local, proporciona aos estudantes a permanência em suas comunidades contribuindo para o desenvolvimento regional. A Seduc vai continuar investindo no fortalecimento dessas unidades que oferecem uma educação inclusiva e sustentável”, concluiu Alan Porto.

As seis escolas que funcionam na modalidade educação no campo administradas pela Seduc são as seguintes: Escola Estadual Jaraguá, localizada na Agrovila Central, em Água Boa; Escola Estadual Waldir Bento da Costa, na Vila Veranópolis, em Confresa; a Escola Estadual Terra Nova, na Décima Agrovila, em Terra Nova do Norte; Escola Estadual Patriarca da Independência, em Tangará da Serra; Escola Estadual Deputado Djalma Carneiro da Rocha, em Comodoro, e Escola Estadual Agrícola Deputado Oscar Soares, em Alto Garças.

Ao final do curso, o aluno recebe uma certificação de técnico na área em que estudou.

Fonte: Governo MT – MT

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Férias de julho elevam expectativa de faturamento para maioria dos bares e restaurantes

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Mais da metade dos bares e restaurantes brasileiros espera aumentar o faturamento durante as férias escolares de julho. Segundo pesquisa da Abrasel, 54% dos empresários projetam crescimento nas vendas em relação a um mês comum, sem datas comemorativas ou grandes eventos. Desse total, 44% estimam alta de até 20%, enquanto 10% acreditam em expansão superior a esse percentual.

Na comparação com as férias de julho do ano passado, o cenário também é positivo. Para 58% dos entrevistados, o faturamento será maior neste ano. Outros 22% acreditam que o desempenho permanecerá estável, enquanto apenas 10% esperam retração.

O otimismo está relacionado ao impacto que o período costuma ter sobre o fluxo de consumidores. Para 49% dos empresários, as férias de julho são importantes ou muito importantes para o desempenho do negócio. Entre os principais motivos apontados estão o aumento da chegada de turistas e visitantes (49%) e as mudanças na rotina das famílias durante o recesso escolar (43%).

No entanto, o efeito das férias não é uniforme. Em cidades menos turísticas, parte dos bares e restaurantes tende a registrar redução no movimento, o que explica por que 28% dos empresários considera que o período tem pouca ou nenhuma importância para o faturamento.

Para Daniel Teixeira, presidente da Abrasel-MT, os dados mostram que o empresário mato-grossense está otimista para este mês de julho, ainda que nosso estado tenha mais gente saindo do que entrando neste período, o mês das férias escolares tende a ter um aumento no fluxo de consumidores, criando um cenário favorável para bares e restaurantes. “A expectativa é de um movimento mais intenso, especialmente para os estabelecimentos que investirem em experiências e atendimento de qualidade para atrair famílias e grupos de amigos”, destaca ele.

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“Julho redistribui o consumo pelo país. Enquanto algumas cidades sentem a queda no movimento porque parte da população viaja, destinos turísticos vivem um dos períodos mais intensos do ano. Cidades associadas ao inverno, como Gramado, Campos do Jordão e Monte Verde, recebem mais visitantes e transformam essa sazonalidade em uma oportunidade para reforçar o caixa e compensar os meses de menor movimento”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

Copa do Mundo e turismo reforçam cenário favorável

Além das férias escolares, o setor também tem sido beneficiado pela Copa do Mundo, que vem movimentando especialmente os bares nos dias de jogo. Os bons resultados da seleção brasileira aumentam a expectativa do público e devem ajudar a manter os estabelecimentos mais cheios em julho.

Outro fator positivo é o bom momento do turismo internacional. Entre janeiro e maio, os turistas estrangeiros gastaram R$ 25 bilhões no Brasil, valor recorde para o período e 11% superior ao registrado nos cinco primeiros meses de 2025, segundo dados do Ministério do Turismo.

“A Copa sempre muda o clima do país, e a expectativa é de que o Brasil faça uma grande campanha, chegue à final e conquiste o hexa para completar a festa. Somada às férias de julho e ao aumento do fluxo de turistas, a competição deve seguir enchendo as mesas, reunindo as torcidas e impulsionando o movimento nos negócios”, destaca Solmucci.

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Maio registra desempenho positivo

A pesquisa da Abrasel mostrou ainda que os empresários encerraram maio com indicadores favoráveis. O mês terminou com 39% das empresas operando no lucro. Outras 41% registraram equilíbrio financeiro, enquanto 19% tiveram prejuízo. Na comparação com abril, quase metade dos estabelecimentos (47%) informou crescimento no faturamento. Para 27%, a receita permaneceu estável, enquanto 25% registraram queda. 1% das empresas não existiam em maio.

“Maio costuma ser um mês muito importante para bares e restaurantes porque conta com o Dia das Mães, uma das datas mais fortes do calendário do setor. O fato de quase metade das empresas ter conseguido ampliar o faturamento em relação a abril mostra resiliência e capacidade de adaptação em um ambiente ainda marcado por margens apertadas, custos elevados e forte pressão sobre o caixa”, afirma Solmucci.

Os dados do estudo mostram que apenas 8% dos empresários conseguiram reajustar os preços acima da inflação nos últimos 12 meses. Outros 57% reajustaram conforme ou abaixo da inflação, enquanto 35% não conseguiram fazer qualquer reajuste.

A pressão sobre o caixa também aparece na inadimplência. De acordo com o levantamento, 37% dos estabelecimentos possuem algum pagamento em atraso. Entre eles, os principais débitos são impostos federais, mencionados por 75% dos empresários, seguidos pelos tributos estaduais, citados por 44%.

 

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