MATO GROSSO
Preso atirador que matou por engano homem que fazia palavras cruzadas sentado em calçada
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A Polícia Civil prendeu um homem suspeito de atirar e matar por engano o idoso Sebastião Silva, de 65 anos, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. A vítima estava sentada fazendo palavras cruzadas próximo a uma distribuidora de bebidas, no Parque das Nações, quando foi atingida (veja vídeo acima).
O nome do suspeito não foi divulgado. Por esse motivo, o g1 não localizou a defesa dele para se manifestar sobre o caso até a última atualização da reportagem.
O mandado de prisão temporária foi cumprido contra o suspeito na última sexta-feira (2). Segundo a polícia, durante depoimento o homem confessou o crime.
O homicídio aconteceu em dezembro de 2023. As investigações indicam que o homem preso e um adolescente agiram juntos com a intenção de atingir rivais que estavam na mesma distribuidora que Sebastião. A vítima não tinha relação nenhuma com o crime, mas acabou sendo baleada na cabeça por engano.
A Polícia Militar apreendeu o adolescente pouco depois do crime e, na ocasião, ele também confessou o crime, explicando que a vítima realmente não era o alvo.
“O adolescente disse que os alvos eram os outros dois rapazes do vídeo, que eram rivais dele de uma facção criminosa especializada no tráfico na região”, disse o tenente da PM, Willian Boaventura, na época do crime.
Saudade da família
A filha de Sebastião, Giselle da Costa Silva, falou sobre a saudade que sente do pai, em entrevista à TV Anhanguera. Segundo ela, uma cadeira plástica que o pai gostava de se sentar no quintal de casa para fazer as palavras cruzadas continua no mesmo lugar.
“Representa saudade, porque era ali que ele gostava de sentar para fazer as palavras cruzadas. Era o lazer dele. Então, eu sinto amor quando eu vou até lá [ na cadeira ]. Não consigo tirá-la daquele ambiente”, desabafou a filha.
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.