MATO GROSSO
Seduc-MT irá selecionar professores de Língua Inglesa para curso nos Estados Unidos
MATO GROSSO
A Seduc participa desde a primeira edição, em 2018, do Programa de Aperfeiçoamento para Professores de Língua Inglesa (Fulbright Distinguished Awards in Teaching Program for International Teachers – DAI), o qual é patrocinado pelo Departamento de Estado dos EUA, Bureau of Educational and Cultural Affairs.
Administrado no Brasil pela Comissão Fulbright, o programa oferece para os professores da rede pública uma oportunidade de imersão na cultura americana, com todas as despesas pagas pelos promotores.
Para se candidatar, o professor interessado deve cumprir alguns requisitos do edital, dentre eles possuir licenciatura em língua inglesa, com conclusão após 31 de dezembro de 2010; ter, no mínimo, cinco anos de prática de ensino de inglês após a conclusão da licenciatura; não estar em estágio probatório; ter proficiência em inglês; dispender atualmente no mínimo de 50% do tempo de sua carga de trabalho em sala de aula lecionando língua inglesa na rede pública de ensino médio regular; demonstrar o compromisso de continuar lecionando na rede pública após o intercâmbio; entre outros.
Na etapa de seleção da Seduc, serão avaliados o projeto individual (Inquiry Project) de teor classificatório e o resultado do teste TOEIC, de teor classificatório, disponibilizado entre novembro e dezembro de 2023 pela Seduc e divulgado no mesmo portal em 20 de novembro do ano passado.
Os professores interessados deverão enviar até o dia 15 de março e-mail para linguasestrangeiras@edu.mt.gov.br anexando o formulário de inscrição (FY 24 Fulbright DAI Application – Anexo 3), o currículo (Anexo 5) e o projeto individual (Inquiry Project) (todos preenchidos em inglês).
Conforme o gestor educacional de Políticas Públicas de Línguas Estrangeiras da Seduc-MT, Bruno Seolin, o bolsista Fulbright DAI tem a meta de desenvolver e concluir um projeto relevante para a prática em sala de aula.
“O candidato deve descrever, no Inquiry Project, um projeto que gostaria de realizar enquanto estiver nos Estados Unidos. O projeto pode incluir o desenvolvimento de uma unidade de estudo sobre um tópico específico ou o uso de metodologias específicas, como a metodologia da Plataforma Mais Inglês, além da criação de workshops de desenvolvimento profissional para colegas”, explicou.
Bruno também acrescentou a criação de novos materiais educacionais como o Teacher’s Guide da Plataforma Mais Inglês ou um plano de ação para instrução diferenciada ou a manutenção de populações menos favorecidas, estudantes de famílias de baixa renda ou outros jovens em situação de risco, na escola ou outros tópicos de sua escolha.
Os quatro professores selecionados na etapa estadual pela Seduc serão indicados à Comissão Fulbright e continuarão o processo seletivo em nível nacional. A Seduc reforça que ser selecionado na etapa estadual não implica na concessão automática da bolsa para a formação nos Estados Unidos.
Programa de aperfeiçoamento
O professor selecionado participará de um semestre acadêmico em uma universidade americana. Além de aperfeiçoamento no Inglês, o programa inclui aulas e treinamento intensivo em metodologias de ensino, planejamento de aula, estratégias de ensino, liderança, e uso de tecnologias em educação.
As atividades nos Estados Unidos terão início em agosto de 2025 e incluirão, também, estágio supervisionado em escola de ensino médio para que os participantes do programa tenham a oportunidade de interagir e praticar seus novos conhecimentos com colegas de profissão e alunos nos Estados Unidos.
Baixe os anexos nos seguintes links:
Anexo 1 – Edital
Anexo 2 – FAQ
Anexo 3 – FY 24 Fulbright DAI Application
Anexo 4 – Inquiry Project Guide
Anexo 5 – Modelo de Currículo
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.