Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Asiáticos visitam MT com interesse em implantar fábrica de aminoácidos

Publicados

MATO GROSSO

Uma semana após o fim da missão na China liderada pelo vice-governador Otaviano Pivetta e pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), César Miranda, membros da gigante chinesa MEIHUA Group visitam Mato Grosso com a intenção de investir numa indústria para a produção de aminoácidos a partir do milho.

O vice-presidente da gigante chinesa, Zhang Shifeng, e três pesquisadores do Departamento de Desenvolvimento Estratégico da companhia, Frost Han, Riches Zhang e Rain Zhang, percorrem de 1º a 5 de abril, os municípios de Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste, Campo Verde e Cáceres. 

A MEIHUA Group participou do evento Invest in MT realizado em Pequim no dia 25 de março, cuja apresentação foi realizada pelo secretário César Miranda. Ele apontou que o estado cresce conservando 62% do território e que tem oportunidades na agroindústria, principalmente com a instalação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), em Cáceres.

A MEIHUA atua na produção e distribuição de produtos biológicos fermentados. A empresa fornece principalmente aminoácidos nutricionais para animais, aminoácidos médicos humanos e produtos para otimização do sabor dos alimentos. 

Leia Também:  Governo entrega 25 novos carros para unidades de saúde da SES

A escolha se deve porque tanto Nova Mutum quanto Lucas do Rio Verde são potências do agro de Mato Grosso e devem ser cortados pela Ferrovia Estadual até 2030. Já Primavera do Leste se destaca pela adoção de tecnologias avançadas e práticas inovadoras, impulsionando a produtividade e a qualidade dos produtos. Além disso, a cidade abriga indústrias agroalimentares que agregam valor à produção local.

Campo Verde, por sua vez, sedia empresas que atuam no setor de beneficiamento de algodão (maior polo têxtil de mato grosso), madeira, fiação, tecelagem, ração animal, pré-moldados de concreto, confecção, produtos químicos, biodiesel, fertilizante foliar, adubo orgânico, metalurgia e metal-mecânico.

A ZPE, em Cáceres, fica numa localização estratégica às margens do Rio Paraguai, numa área de convergência entre o Pantanal, a Amazônia e o Cerrado, oferecendo um potencial econômico vasto e diversificado para investidores visionários. Ela conecta as malhas terrestres e fluviais. Através do Porto Paratudal, previsto para ser entregue em 2026, a cidade será ligada ao Uruguai e Argentina impulsionando as importações. Além da ZPE, que trará benefícios diretos às indústrias que se instalarem no local.

Leia Também:  Polícia Militar e Sema apreendem 55 quilos de pescado irregular em Santa Terezinha

“A crescente atenção dos investidores chineses em Mato Grosso é um reflexo do potencial econômico e das oportunidades que nosso estado oferece. Estamos testemunhando um interesse significativo em setores como agronegócio, infraestrutura, energia e tecnologia, áreas nas quais Mato Grosso se destaca”, comentou o secretário César Miranda.

Ele ressaltou ainda a importância de estabelecer parcerias sólidas e estratégicas com investidores internacionais, como os chineses, para impulsionar o crescimento econômico e promover o desenvolvimento sustentável. César enfatizou também o compromisso do governo estadual em facilitar e incentivar investimentos estrangeiros, proporcionando um ambiente de negócios favorável e garantindo segurança jurídica aos investidores. 

“Essas parcerias não apenas trazem investimentos cruciais para nossa economia, mas também contribuem para a criação de empregos, transferência de tecnologia e fortalecimento das relações comerciais internacionais. Por isso, estamos comprometidos em oferecer todo o apoio necessário para atrair e consolidar esses investimentos, que são essenciais para o avanço econômico e social de Mato Grosso”.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

Publicados

em

A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

Leia Também:  Estudantes têm até sexta-feira (15) para participar da campanha "#NossoTrajeÉAzul"

Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

Leia Também:  Polícia Militar e Sema apreendem 55 quilos de pescado irregular em Santa Terezinha

Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA