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Tamanduá-bandeira é solto na Transpantaneira após se recuperar de atropelamento

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Animal foi resgatado no município de Jangada pela concessionária Rota do Oeste e passou por tratamento na UFMT

Um tamanduá-bandeira foi solto, nesta sexta-feira (03.05), pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) no Pantanal mato-grossense, após se recuperar de lesões causadas por um atropelamento.

O resgate do animal silvestre foi feito no centro do município de Jangada pela concessionária Rota do Oeste, que o levou para o Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (HOVET/UFMT).

O macho adulto, com aproximadamente 38,5 kg, foi internado apresentando desidratação e escoriações pelo corpo, principalmente em membros esquerdos. Na avaliação física do animal não foram encontradas fraturas evidentes.

Após avaliação minuciosa foram retirados alguns fragmentos plásticos, possivelmente do automóvel que colidiu com o animal. Também foi feito, durante o tratamento, o protocolo para controle de dor e do trauma cranioencefálico.

O animal ficou três dias em estado semicomatoso, um tipo de coma mais leve, com tratamento intenso e monitoramento frequente. A progressão do quadro clínico foi satisfatória e após oito dias internado no Setor de Animais Silvestres da UFMT ele recebeu alta.

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O tamanduá foi solto ao redor da pousada Aymara, na Transpantaneira, em Poconé. Sua soltura foi abrupta, quando o animal volta imediatamente para a natureza.

“Ele teve uma perfeita resposta aos medicamentos e teve condições desta forma de ser solto de volta na natureza sem precisar passar pelo processo de aclimatação. Como foram poucos dias em tratamento ele não perdeu o seu instinto de vida livre”, destaca o analista de meio ambiente da Gerência de Fauna da Sema, Flávio Thiel, que acompanhou a soltura.

Tamanduá Miga

Este é o segundo tamanduá-bandeira solto em uma semana no Pantanal pela Sema. Na última sexta-feira (26.04) Miga, uma fêmea que foi resgatada filhote durante incêndios florestais na região de Poconé, e estava sob os cuidados do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Lucas do Rio Verde, foi levada para a Transpantaneira para o início do processo de readaptação da vida selvagem.

Como ela ficou muitos anos vivendo no centro especializado e era muito filhote ao ser resgatada, Miga vai aperfeiçoar a capacidade de buscar cupins, formigas e um abrigo seguro e para isso passará pelo processo de aclimatação para estar totalmente apta para voltar à natureza. Ela está em um recinto da Organização Não Governamental Ampara Silvestre, que possui uma área grande e telada e será solta em breve.

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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