MATO GROSSO
Atleta de MT bate recorde no salto triplo e leva ouro no campeonato Ibero-Americano de Atletismo
MATO GROSSO
O saltador mato-grossense Almir Júnior conquistou medalha de ouro e foi recordista do Campeonato Ibero-Americano de Atletismo, na noite deste domingo (12.05) – último dia do evento. A Seleção Brasileira foi a grande campeã da competição, com 86 atletas, 544 pontos e 43 medalhas (16 de ouro, 15 de prata e 15 de bronze).
O atleta nascido em Matupá (MT) e criado em Peixoto de Azevedo (674 km de Cuiabá) saltou 17,31 m e reafirmou seu índice olímpico, de 17,22m, para os Jogos de Paris 2024. Ele já tinha o índice com a marca de 17,24 m feita em julho do ano passado, na cidade de São Paulo. A família do atleta, pai e irmãos, vieram do interior mato-grossense para acompanhar a competição, vestidos com a inscrição na camiseta ‘Almir Jr Paris 2024’.
“Estou há dois anos fora de casa treinando em Lisboa e estava pronto para isso”, disse Almir com a bandeira do Estado do Rio Grande do Sul nas costas, já que embora tenha nascido em Mato Grosso é radicado em Porto Alegre desde os 15 anos.
Foi essa sua ligação com o Rio Grande do Sul que levou Almir de Portugal direto para Porto Alegre, antes da viagem a Cuiabá, para ajudar as vítimas das enchentes. “Minha mulher é gaúcha, os guris são gaúchos, moro em Porto Alegre desde os 15 anos”, comentou.
Todos os resultados da última noite de competição estão disponíveis no site da CBAt.
O Campeonato Ibero-Americano de Atletismo é uma competição da Associação Ibero-Americana de Atletismo (AIA), com realização da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e o Governo do Estado, e parcerias com a Federação de Atletismo do Mato Grosso (FAMT), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e SESI-MT.
“Essa conquista do Almir fecha com chave de ouro o trabalho e o empenho do Governo do Estado em entregar um evento de qualidade tanto para os nossos quatro atletas mato-grossenses que estiveram em competição, quanto para incentivar futuros esportistas a acreditarem no seu potencial e irem em busca dos seus sonhos. Trazer esse evento para cá foi essencial para virar os olhos do mundo para o esporte que a gente tem feito em Mato Grosso”, afirmou o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Jefferson Carvalho Neves.
O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo, Wlamir Campos, afirmou que o evento realizado pela primeira vez no Centro-Oeste do país teve recorde de participação de inscritos em Ibero-Americanos – mais de 500 atletas de 23 países.
“Esse evento seria realizado em Santiago, no Chile, que declinou e então partimos para o planejamento da competição em Cuiabá. Em parceria total com o Governo do Estado foi possível fazer essa entrega. Foi a coroação de uma parceria sólida, que começou em 2022 com a realização do Brasileiro Sub-23, seguiu com o Troféu Brasil em 2023, agora o Ibero-Americano e já estamos em negociação para fazermos em 2025 uma etapa do Continental Tour Golden”, pontuou.
Seleção brasileira
O Brasil foi o grande campeão após três dias de competições (10 a 12.05), no Centro de Treinamento da UFMT. O Atletismo Brasil competiu em casa e somou 544 pontos – venceu também no naipe masculino (294 pontos) e no naipe feminino (250 pontos). O Brasil também liderou o quadro de medalhas, com 43 no total (16 de ouro, 15 de prata e 15 de bronze). A Colômbia foi a vice-campeã (277 pontos) e a Espanha ficou em terceiro lugar (171 pontos).
Já na contagem de medalhas, a Espanha foi a segunda colocada com 15 medalhas (4 de ouro, 7 de prata e 4 de bronze) e Porto Rico com 7 medalhas (4 de ouro, 2 de prata e 1 de bronze).
Todas as medalhas do Brasil
Ouro (16)
Valdileia Martins – salto com vara (1.88 m)
Vitor Hugo de Miranda, Maria Victoria Belo de Sena, Tiago Lemes da Silva e Leticia Maria Nonato Lima – revezamento 4×400 m (3.17.85)
Felipe Bardi dos Santos – 100 m (10.14)
Tatiane Raquel da Silva – 3000 m com obstáculos (9.46.25)
Matheus Gabriel de Liz Correa – 20 km marcha atlética (1:23.51)
Altobeli Santos da Silva – 5.000 m (14.27.38)
Izabela Rodrigues da Silva – lançamento de disco (63,60 m)
Gabriele Sousa dos Santos – salto triplo (13,68 m)
Wellinton Fernandes da Cruz Filho – lançamento de disco (62,31 m)
Gabriela Silva Mourão, Ana Carolina Azevedo, Lorraine Martins e Vitoria Rosa – revezamento 4×100 m (43.54)
Rodrigo do Nascimento, Felipe Bardi, Erik Cardoso e Vinicius Rocha Moraes– revezamento 4x 100 m (39.19)
Eduardo de Deus – 110 m com barreiras (13.24)
Thiago do Rosário André – 1.500 m (3.39.60)
Almir Cunha dos Santos – salto triplo (17,31 m)
Anny de Bassi, Maria Victoria Belo de Sena, Jainy Barreto e Leticia Nonato – revezamento 4×400 m (3.30.72)
Pedro Henrique Nunes Rodrigues – lançamento de dardo (85,11 m)
Prata (12)
Lissandra Maysa Campos – salto em distância (6,53 m)
Darlan Romani – arremesso de peso (20,53 m)
Vitória Rosa – 100 m (11.23)
Altobeli Santos da Silva – 3.000 m com obstáculos (8.37.13)
Simone Ponte Ferraz – 3.000 m com obstáculos (9.52.93)
Jaqueline Beatriz Weber – 800 m (2.01.64)
Andressa Oliveira de Morais – lançamento de disco (60,37 m)
Regiclécia Candido da Silva – salto triplo (13,23 m)
Rafael Henrique Campos Pereira – 110 m com barreiras (13.35)
Jucilene Sales de Lima – lançamento de dardo (62,31 m)
Thiago Moura – salto em altura (2,20 m)
Ketiley Batista – 100 m com barreiras (13.22)
Bronze (15)
Eliane Martins – salto em distância (6,47 m)
Welington Silva Morais – arremesso de peso (20,51 m)
Gabriela de Souza Muniz – 20 km marcha atlética (1:38.33)
Wendell Jeronimo Souza – 5.000 m (14.27.73)
Ana Caroline Miguel da Silva – arremesso de peso (17,18 m)
Chayenne Pereira da Silva – 400 m com obstáculos (56.22)
Lucas Marcelino dos Santos – salto a distância (7,91 m)
Felipe Vinícius dos Santos – Declato (7.547 pontos)
Fabio Jesus Correia – 10 km corrida de rua (30:06)
Tamara Alexandrino de Sousa – heptatlo (5.617 pontos)
Fernando Carvalho Ferreira – salto em altura (2,15 m)
Ana Azevedo – 200 m (23.31)
Erik Cardoso – 200 m (20.50)
Lucas Alisson Pedro – salto com vara (5,25 m)
Luiz Maurício Dias da Silva – lançamento de dardo (82,02 m)
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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