MATO GROSSO
Primeira-dama de MT coordena arrecadação de donativos para o Rio Grande do Sul
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Neste sábado (11.05), a primeira-dama do Estado Virginia Mendes visitou o Ginásio Aecim Tocantins, um dos pontos disponibilizados para recebimento de donativos. A ação mobilizada pela primeira-dama de MT, por meio do Governo de MT, conta com a parceria e apoio da Defesa Civil do Estado e Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).![]()
Recebida pela secretária da Setasc, cel. Grasi Bugalho, e pelo superintendente da Defesa Civil, tenente-coronel Luís Cláudio, Virginia Mendes conferiu as doações e agradeceu a população por ajudar o estado do Rio Grande do Sul neste momento de tragédia.
“Nós mato-grossenses somos muito solidários, ainda mais com toda essa tragédia que o povo gaúcho enfrenta e com ajuda de todos a gente deve alcançar em torno de 60 toneladas de arrecadação. Vi aqui no ginásio o comprometimento dos voluntários, das pessoas que estão vindo entregar doações, é realmente um momento de união. Gratidão a todos. Deus abençoe e tenha misericórdia daquele povo que tem enfrentado todo esse sofrimento”, disse Virginia Mendes.
O superintendente da Defesa Civil destacou a ação capitaneada pela primeira-dama Virginia Mendes, e falou sobre a mobilização. “Essa é uma mobilização da primeira-dama de MT, que demonstrou mais uma vez sua sensibilidade pelas causas sociais. Estamos aqui no Ginásio desde a última terça-feira, e em outros pontos que encerraram os recebimentos nesta sexta-feira. Essa primeira remessa de donativos será enviada nesta segunda-feira, conforme o cronograma”, ratificou o ten. cel. Luís Cláudio.![]()
Dona Norma Leite é voluntária, ela falou da força da união. “Se cada um fizer sua parte vai acabar tudo bem. É muito triste a situação que eles estão enfrentando, essa tragédia, é de grande valia essa união. Vejo que o Brasil todo está nesta nobre causa, com fé em Deus eles irão superar”.
A empresária Maria Leite, veio do Rio Grande do Sul há 29 anos, ela tem parentes na região afetada pela enchente e esteve no Ginásio para entregar suas doações. “De coração a gente está desde o início desta tragédia acompanhando tudo, tenho amigos e familiares lá que foram resgatados, nem sabem ainda a consequência de tudo isso. Meu coração está apertado. Que com as doações chegue também muito carinho e acalento”, desejou.![]()
Ainda neste sábado as doações começaram a ser carregadas e segunda-feira (13.05), o carregamento sai para o Rio Grande do Sul. Conforme o superintendente da Defesa Civil, uma equipe vai averiguar na região para avaliar se haverá necessidade de mais arrecadações.
Nesta sexta-feira (10.05), o Governo do Estado com a anuência da classe produtiva e aprovação por unanimidade na Assembleia Legislativa do Estado (ALMT), fez a transferência de R$ 50 milhões para a conta do Governo do Rio Grande do Sul.
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.