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Primeira-dama de MT mobiliza atendimento do programa SER Família Indígena para comunidades pantaneiras

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Ação entregou com o apoio da Marinha do Brasil cestas de alimentos e kits de higiene pelo SER Família Solidário

Cerca de 180 famílias localizadas na região do Pantanal mato-grossense, em Barão de Melgaço, foram beneficiadas com cestas de alimentos e kits de higiene e limpeza pelo Programa SER Família Solidário, atualizaram o Cadastro Único e se cadastraram ao SER Família Indígena, programas idealizados pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes.

“A cada ação nos aproximamos ainda mais das comunidades. Essa mobilização contou com esforços da Setasc, Gefron e o apoio da Marinha demonstra o quanto é importante estar próximo das famílias que vivem em regiões mais distantes. Com as missões conseguimos identificar diferentes situações, pessoas que precisam de atendimento médico, odontológico, que precisam fazer documentos, enfim, diferentes situações são encaminhadas”, afirmou a primeira-dama.

A ação, denominada “Expedição Perigara – SER Família Indígena” foi realizada pela Secretaria de Estado de Assistência Social (Setasc), com o apoio da Marinha do Brasil, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Grupo Especial de Fronteira (Gefron), Polícia Militar (4ª CIPMSI) e Secretaria de Assistência Social de Barão de Melgaço.

Ao todo, foram atendidas as Terras Indígenas Baía dos Guatós, da etnia Guató; Perigara, dos Boe-bororo; e também a comunidade ribeirinha Pirigara, às margens do Rio São Lourenço.

A secretária de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso, Grasi Bugalho, explicou que o Programa SER Família Indígena tem o objetivo de alcançar o maior número possível de famílias indígenas de Mato Grosso, não apenas com o objetivo de realizar a transferência de renda, mas também para poder entender melhor a população indígena, e que a Expedição Perigara tornou possível não só realizar essa ação, como também poder levar insumos como as cestas de alimentos e os kits de higiene e limpeza.

“O SER Família Indígena é um programa idealizado pela nossa primeira-dama Virginia Mendes, que tem um carinho todo especial com os povos indígenas de Mato Grosso e, ao pensarmos a Expedição Perigara, em conjunto com a Marinha do Brasil, vimos a oportunidade de fazermos essa busca ativa para inclusão de novos beneficiários no programa SER Família Indígena, como também aprender mais sobre a realidade das comunidades indígenas, e também levar segurança alimentar por meio do SER Família Solidário, garantindo a essas famílias o direito delas enquanto famílias cidadãs. Agradeço o apoio de todos os envolvidos para que a ação pudesse ser realizada com sucesso”, ressaltou a secretária.

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A Expedição Perigara teve início em Cáceres, com o carregamento das cestas básicas e kits de higiene na Agência Escola Flutuante Piquiri, embarcação da Marinha do Brasil, utilizada na ação. O embarque das equipes da Setasc e Gefron foi realizado no dia 18 de maio, em Porto Jofre, região do município de Poconé.

As visitas às comunidades tiveram início no último dia 19 pela manhã, sendo a primeira visita realizada na Terra Indígena Perigara, da etnia Boe-Bororo, onde foram atendidas 45 famílias com cestas de alimentos e kits de higiene e limpeza.

O vice-cacique da Terra Indígena Perigara, Enio Koguetugo, destacou o emprego e a disposição das equipes para irem até a comunidade.

“Agradecemos por virem conhecer a nossa realidade, e trazer as cestas básicas, que são de grande ajuda, porque é difícil de ir buscar na cidade. O deslocamento para Cuiabá não é fácil para nós. E também agradecemos por trazer o Cadastro Único, porque o acesso ao município não é fácil. É um privilégio muito grande ter vocês aqui. O SER Família Indígena é uma grande ajuda para nós, porque tem família que tem grande dificuldade de renda. Só temos que agradecer”, ressaltou o vice-cacique.

Para a professora indígena Rosinete Marido, moradora da aldeia Perigara, a chegada da equipe da Setasc e da Assistência Social do município de Barão de Melgaço na comunidade animou a comunidade.

“A gente ficou muito animado porque não esperava a presença do Estado, e do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) do município. E isso vai beneficiar muito a comunidade, porque foi um grande esforço para fazer o cadastro e também para trazer alimentação para a comunidade. A gente só tem que agradecer a vinda de vocês”, disse Rosinete.

As outras duas comunidades foram visitadas no dia 20, com atendimento a 90 famílias da etnia Guató, e 50 famílias ribeirinhas da Pirigara.

Para o cacique da Aldeia Aterradinho, da etnia Guató, Carlos Henrique Alves de Arruda, a Expedição Perigara – SER Família Indígena é importante para a inclusão social.

“Essa ação da Setasc junto com a Marinha do Brasil, que sempre está junto com a gente, é muito importante porque a gente se sente incluso nas questões sociais do Estado e do município. É isso que estamos procurando, essas parcerias para virem até a comunidade, porque é muito difícil locomover o nosso povo até a cidade, é muito longe e o custo é alto, pois só nos locomovemos de barco. Só temos a agradecer a visita de vocês, que não mediram esforços de vir até aqui, e eu como liderança da comunidade, só tenho que agradecer”, enfatizou o cacique.

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Ele também falou sobre o cadastramento das famílias Guató no Programa SER Família Indígena.

“O SER Família Indígena é muito importante, e hoje está aqui dentro da comunidade. Vai fazer muita diferença para nosso povo. Muitos já estão cadastrados, mas alguns que não conseguem ir até a cidade. Então só tenho a agradecer em nome do povo Guató”, completou Carlos Henrique.

A assistente social do município de Barão de Melgaço, que também participou da “Expedição Perigara – SER Família Indígena”, Sílvia Adriana Soares, esse suporte realizado pelo Governo do Estado e da Marinha do Brasil é muito importante.

“Vivemos em um município que tem dificuldades imensas de acesso e, quando procuramos a Setasc, a secretária Grasi Bugalho ouviu nosso clamor e hoje estamos aqui, realizando com muito êxito, chegando até comunidades de difícil acesso, e só temos a agradecer, em nome da prefeita Margareth Gonçalves, da secretária de Assistência Social, Francisca Almeida, de coração, essa parceria e esse suporte”.

Para o Capitão de Corveta da Marinha do Brasil, Monzaldo Leonardo de Oliveira Souza, que conduziu a Expedição Perigara, o resultado foi muito positivo, pois conseguiu levar cidadania para famílias, em locais de difícil acesso.

Participaram da expedição também as assistentes sociais da Setasc, Vânea Conceição e Graciele Meira; além da tripulação da Agência Escola Flutuante “Piquiri”, SO-MO Clodoaldo Aciole da Silva; SO-CO Everaldo Climaco Nascimento; 1º sargento -EL Anderson Alencar Batista; 1ºSG-MR Eduardo Mello Gomes; 3ºSG-MR Júlio César Gomes do Nascimento; CB-CN Thaynan dos Santos Vicente e CB-MO Igor Roberto Torees Tavares; de representantes da Capitania Fluvial do Mato Grosso – CFMT: CC(AA) Monzaldo Leonardo Oliveira Sousa; 3ºSG-MO Luã Marley Caldas Freitas; CB-MO Pedro Macieira Costa Honório MN-RC Gabriel Dary Massol; e do Comando do 6º Distrito Naval – Com6ºDN: 2º SG-CA Sérgio Nascimento da Silveira Osinaga.

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Acrismat e Agrihub apresentam relatório que identifica principais desafios da suinocultura em MT

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O AgriHub apresentou, durante o 5º Simpósio de Suinocultura, realizado nesta sexta-feira (10), em Cuiabá, a edição 2026 do relatório Sementes da Inovação – Suinocultura, que consolida os resultados do programa voltado à conexão entre produtores rurais, startups e especialistas para acelerar a inovação na cadeia suinícola de Mato Grosso. A publicação traz um diagnóstico do setor, identifica os principais desafios enfrentados pelos produtores e apresenta soluções tecnológicas desenvolvidas para aumentar a eficiência, reduzir custos e fortalecer a competitividade da atividade.

De acordo com a gerente do AgriHub, Érika Segóvia, a escolha da suinocultura para esta edição do projeto acompanha a importância crescente da atividade no estado. Atualmente, Mato Grosso ocupa a sexta posição entre os maiores produtores de suínos do país, respondendo por 4,78% da produção nacional.

Nas últimas três décadas, o estado passou por uma expressiva expansão no número de matrizes, saltando de aproximadamente 5 mil para 135 mil animais, consolidando-se como um dos principais polos de crescimento da cadeia suinícola brasileira.

O estudo do projeto Sementes da Inovação foi desenvolvido nos principais polos produtores de Mato Grosso, envolvendo suinocultores das regiões de Sorriso, incluindo Lucas do Rio Verde, Sinop, Vera e Tapurah, e de Campo Verde, contemplando também Primavera do Leste e Nova Brasilândia.

Ao todo, 123 produtores participaram do levantamento, contribuindo com 66 apontamentos que resultaram na identificação de 32 desafios estratégicos para a cadeia produtiva.

Entre os participantes, predominam propriedades de Ciclo Completo (45,4%), seguidas pelas Unidades Produtoras de Leitões (36,6%) e pelas Unidades de Terminação (18,18%). O levantamento mostra ainda que 40% das granjas possuem entre 1,5 mil e 3 mil animais, enquanto outros 40% operam com plantéis superiores a 12 mil cabeças.

O estudo do projeto Sementes da Inovação foi desenvolvido nos principais polos produtores de MT
Segundo Érika Segóvia, o relatório mostra que os produtores demonstram elevada abertura para a inovação, mas ainda enfrentam gargalos importantes relacionados à infraestrutura.

“Enquanto metade das propriedades da região de Campo Verde possui conectividade em toda a área produtiva, nenhuma das propriedades avaliadas em Sorriso conta com cobertura total de internet e parte delas ainda opera sem qualquer tipo de conexão”.

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Apesar desse cenário, o interesse pela inovação é elevado. Em Sorriso, por exemplo, todos os produtores entrevistados afirmaram ter interesse em testar novas soluções tecnológicas, reforçando o potencial para expansão da inovação na atividade.

Após o diagnóstico realizado junto aos produtores, o AgriHub priorizou os temas considerados mais críticos para o desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso. Entre eles estão a qualidade da matéria-prima utilizada nas rações; a comercialização dos animais; a capacitação e tecnologia para mão de obra rural; o acesso a linhas de crédito específicas para a atividade; a gestão operacional das propriedades, envolvendo pessoas, governança e resíduos; e a assistência técnica especializada e independente.

Esses desafios serviram de base para o edital de inovação lançado pelo AgriHub. Ao todo, 36 startups se inscreveram para apresentar tecnologias voltadas à cadeia suinícola. Após o processo de avaliação, seis empresas foram selecionadas por apresentarem maior aderência às demandas levantadas pelos produtores.

As soluções contemplam áreas estratégicas como capacitação profissional, acesso ao crédito, inteligência artificial, visão computacional, rastreabilidade animal, automação de processos produtivos e avaliação zootécnica por sensores tridimensionais.

Além de apresentar o diagnóstico da cadeia, o relatório traz recomendações para ampliar a inovação no setor, entre elas o fortalecimento das parcerias com sindicatos rurais, programas de validação das tecnologias diretamente nas propriedades, capacitações contínuas para produtores e startups, expansão do projeto para novos polos produtivos e criação de redes regionais de inovação.

O lançamento do relatório também recebeu o apoio do setor produtivo. Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, o estudo representa um instrumento importante para orientar decisões e aproximar os produtores das tecnologias que realmente atendem às necessidades do setor.

Segundo ele, o trabalho surpreendeu positivamente pela abrangência e pela qualidade das informações levantadas junto aos produtores.

“Nós ficamos muito entusiasmados com esse trabalho. Agora, recebendo a conclusão de tudo isso, percebemos a dimensão do projeto. É um trabalho muito importante, que vai trazer muita informação e esclarecer dúvidas que muitas vezes o produtor tem sobre as reais necessidades da cadeia. No início, não tínhamos noção do tamanho do projeto e fomos surpreendidos positivamente. Estamos muito felizes porque esse material vai ajudar muito o setor como um todo”.

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Para Tannure, a iniciativa deve servir de referência para outras cadeias produtivas do estado.”Esse é um projeto que todas as atividades produtivas de Mato Grosso precisam aproveitar. Temos muito a aprender. Novas tecnologias surgem o tempo todo e, muitas vezes, elas ainda não chegam até o produtor. O trabalho desenvolvido pelo AgriHub é fundamental para estreitar essa relação entre o campo e a inovação”.

Panorama da suinocultura em MT

O avanço da inovação ocorre em um momento de recuperação da suinocultura mato-grossense. De acordo com o superintendente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e do AgriHub, Cleiton Gauer, a atividade vive um cenário de consolidação do crescimento do rebanho e de fortalecimento da produção.

Segundo ele, a criação de suínos em Mato Grosso cresceu 17,1% em 2026, em comparação com o ano anterior. O estado também registra a terceira alta consecutiva no número de matrizes, que atualmente está 31,94% acima da média histórica, refletindo os investimentos realizados pelos produtores e o processo de profissionalização da cadeia.

Apesar do bom desempenho produtivo, o setor acompanha com atenção a pressão sobre os preços, o que exige estratégias voltadas ao aumento da eficiência e da competitividade.

“Nos últimos anos, a suinocultura de Mato Grosso passou por um processo de recuperação, com aumento do rebanho, dos abates e da produção. Agora, o desafio é equilibrar esse crescimento da oferta com a rentabilidade do produtor. O setor é profissionalizado, investe em tecnologia e segue trabalhando para fortalecer a atividade e garantir sua sustentabilidade no longo prazo”, destacou Gauer.

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