MATO GROSSO
Polícia Civil apreende 122 kg de droga durante operação em Barra do Garças
MATO GROSSO
Mais de 122 quilos de cloridrato de cocaína, avaliados em mais de R$ 10 milhões, foram apreendidos pela Polícia Civil, durante os trabalhos da Operação Carga Pesada, deflagrada na manhã desta quinta-feira (27.06), em Barra do Garças.
Os policiais estavam em diligências para cumprimento das ordens judiciais de apreensão de veículos, quando abordaram um veículo Fiat Toro, na Rodovia BR-070.
Durante a revista veicular, os policiais encontraram no banco traseiro da caminhonete três caixas carregadas com tabletes de cloridrato de cocaína. O veículo foi apreendido e encaminhado à Delegacia Regional, sendo também identificadas diversas repartições na carroceria com mais tabletes da droga.

Foi necessária a utilização de ferramentas para cortar a lataria do veículo e retirar o entorpecente, sendo encontrados no total 115 tabletes da substância, que somam mais de 122 quilos da droga.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Pablo Borges Rigo, a apreensão representa uma grande perda para o tráfico de drogas e investigados. “O valor estimado é de mais de R$ 10 milhões em prejuízo para grupo criminoso”, disse o delegado.

A operação cumpre 422 ordens judiciais e tem como foco a desarticulação de um sofisticado esquema de lavagem de capitais, praticado por uma associação criminosa, com movimentações financeiras que ultrapassam R$ 100 milhões nos últimos anos.

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.