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Primeira-dama de MT destaca a importância da expedição SER Família Mulher e diz sonhar com o fim da violência doméstica

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A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, participou da 3ª edição da Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas, realizada em Juína, nesta quarta-feira (17.07). Na ocasião, foi recebida pelo prefeito Paulo Veronese e pela primeira-dama local, Noemi Veronese, juntamente com outras autoridades, servidores e a comunidade. A cerimônia celebrou a assinatura do Termo de Adesão ao Programa SER Família Mulher pelos municípios de Juína, Aripuanã, Colniza, Cotriguaçu, Castanheira e Juruena.

Durante o evento, Virginia Mendes enfatizou a importância da expedição e o impacto positivo do projeto, idealizado por ela e sob o comando da Superintendência de Políticas Públicas para as Mulheres da Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc).

Virginia Mendes destacou a importância da expedição para aprimorar e fortalecer a proteção às mulheres suscetíveis à violência doméstica, agradecendo a recepção.

“Fui muito bem recebida pela população, e hoje não poderia deixar de estar novamente em Juína, conversando com os profissionais que estão fazendo a capacitação durante a expedição para fortalecer a proteção às mulheres, proteger nossas crianças. Sonho com o fim da violência doméstica e o feminicídio; isso precisa acabar”, ratificou.

Ela ainda falou sobre os índices de violência, considerando-os inaceitáveis na atualidade. “O mundo em que vivemos, não dá nem para acreditar nesta situação. Ao abrir o jornal, vemos casos diariamente. Há poucos dias vimos um caso de um pai que abusou e matou uma criança de sete meses. É preciso uma reforma nas leis. As pessoas precisam ter medo, porque a lei é muito fraca. Hoje prende e amanhã solta, então nada será suficiente se não houver uma ação rápida”, alertou Virginia Mendes.

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A expedição SER Família Mulher – MT Por Elas teve início em Cáceres, onde cerca de 200 profissionais de segurança pública, assistência social, saúde, conselhos municipais dos direitos das mulheres e agentes públicos foram capacitados. Em seguida, Nova Mutum foi a segunda região atendida, com 257 profissionais capacitados. Já em Juína, 200 profissionais participam das oficinas e a programação encerra nesta sexta-feira (19.07).

O programa conta com o apoio e suporte das Prefeituras Municipais, da Associação Mato-grossense dos Municípios, da Polícia Judiciária Civil (PJC), da Polícia Militar (PM MT), do Corpo de Bombeiros Militar, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), da Defensoria Pública do Estado, da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT) e outras entidades. Em Juína, até o mês de novembro, 12 RISPs serão visitadas.

Em Juína, de acordo com o departamento de entregas da Setasc, o Governo do Estado, por meio de ações projetadas de maneira voluntária pela primeira-dama Virginia Mendes, investiu R$ 10.097.623,60.

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Além do prefeito Paulo Veronese e da primeira-dama do município, Noemi Veronese, também participaram da cerimônia o vice-prefeito Irmão Jeremias; a prefeita de Aripuanã, Suleir Peixer; os secretários do Estado da Setasc, coronel Grasi Bugalho; de Desenvolvimento (Sedec), César Miranda; da Segurança Pública, o secretário em exercício, coronel Everton Moretti; a delegada-geral da PJC, Daniela Maidel; o presidente da Câmara de Vereadores, Fabiano Aurélio; a diretora do Fórum Raiane Santos Arteman Dall’Acqua; o juiz de direito e coordenador da rede de Enfrentamento Contra Violência Doméstica, Vagner Dupim; o comandante do 8º Comando Regional da PMMT, tenente-coronel Elvis; o comandante do Corpo de Bombeiros Militar, major Diego Reis; a presidente do Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres, Cinira Evangelista; o presidente da CDL de Juína, Adriel Bizarello; o presidente da Ascom, Ari Tabaldi; o ex-prefeito de Juína, Hilton Campos; secretários municipais e vereadores.

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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