MATO GROSSO
Seciteci encerra ano com 228 mulheres formadas pelo Programa Mulheres mil
MATO GROSSO
Projeto realizado em 8 municípios visa independência financeira através da profissionalização.
Realizado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), o Programa Mulheres Mil, que promove inclusão social em Mato Grosso através de capacitação profissional, formou 228 alunas ao longo de 2024.
A formação se deu nos cursos de vendedora, assistente administrativa e microempreendedora individual com objetivo de combater desigualdades de gênero, redução da pobreza, elevação da escolaridade e diminuição da violência contra a mulher.
Os cursos foram ofertados pelas Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) em oito municípios de Mato Grosso – Água Boa, Barra do Garças, Cuiabá, Tangará da Serra, Lucas do Rio Verde, Sinop, Primavera do Leste e Rondonópolis.
A coordenadora pedagógica do Mulheres Mil na Seciteci, Bruna Figueiredo, explicou que as formações representam o primeiro ciclo de turmas e foram desenvolvidas como uma porta de entrada ao mundo do empreendedorismo e gestão de negócios.
“A Seciteci trabalha com desenvolvimento tecnológico social alinhado ao desenvolvimento local e regional. Por isso, são necessários projetos que tenham um olhar mais apurado às demandas sociais. A população mato-grossense é composta por vários grupos e, dentre eles, estão mulheres que muitas vezes são as chefes de casa. O Mulheres Mil acaba influenciando na formação destas mulheres e dos seus filhos”, afirmou.
A proposta para o segundo ciclo, previsto para o ano de 2025, será voltada a cursos que possibilitam aprimorar técnicas mais específicas de acordo com a vocação das alunas.
Os certificados estão sendo entregues em solenidades nas cidades onde são organizadas as turmas. Nesta semana, serão realizadas as últimas cerimônias. Nesta quarta-feira (18.12), o evento ocorre em Barra do Garças, e, na quinta (19.12), em Rondonópolis.
Sâmia Souza Pereira foi uma das certificadas do curso de vendedora em Cuiabá. Segundo ela, a nova formação tem ajudado muito no mercado de trabalho. “Foi uma nova experiência para o meu currículo e para mim. Eu aprendi muito”, disse.
O Programa Mulheres Mil é desenvolvido através de uma parceria entre Governo Federal, que fez aporte financeiro na ordem de R$ 1,3 milhão, e Governo do Estado, que, através da Seciteci, fica responsável pela execução e articulação, gestão, fiscalização e criação das turmas.
MATO GROSSO
“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia
Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.
A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.
“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.
Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.
O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.
Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.
O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0