BRASIL
Avião sai da pista e força fechamento do aeroporto de Florianópolis
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O aeroporto de Florianópolis interrompeu as operações de pouso e decolagem na manhã desta quarta-feira (12), depois que um avião da companhia aérea Latam derrapou e saiu da pista durante um procedimento de aterrissagem.
“A aeronave Airbus A321 (PT-MXM) extrapolou os limites de pista no pouso do voo LA 3300 (São Paulo/Guarulhos-Florianópolis) às 9h20 desta quarta-feira”, informou a Latam, em comunicado. Todos os 172 passageiros e sete tripulantes foram desembarcados em segurança e liberados após a avaliação da equipe médica, explicou a empresa.
A Zurich Airport Brasil, concessionária do aeroporto, disse, também em nota, que 20 voos foram impactados pelo fechamento da pista para pousos e decolagens. E acrescenta que fornece suporte às demais companhias aéreas no atendimento e realocação dos passageiros.
Equipes operacionais da Latam e do Aeroporto de Florianópolis trabalham para remover o avião e liberar a pista.
“A Latam está em coordenação com as autoridades competentes para apoiar as investigações do incidente”, diz a aérea.
Remarcações
Por volta das 13h, todos os voos programados até as 16h40 estavam cancelados, de acordo com o site do aeroporto.
A Zurich Airport Brasil pede que os passageiros com voos marcados para esta quarta-feira entrem em contato com as respectivas companhias aéreas para remarcações e informações sobre o voo.
A Latam informou que clientes afetados por essas alterações já foram informados pela companhia e que podem realizar a mudança dos voos sem custos ou solicitar o reembolso integral da passagem aérea. O atendimento pode ser pelo site ou pelo aplicativo da companhia. Há também a central de atendimento telefônica 11 4002-5700.
Ciclone extratropical
A Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) faz alerta para chuva intensa e rajadas de vento em Santa Catarina, por causa da passagem de um ciclone extratropical pela região Sul, o que deve ocorrer nas próximas horas.
Fonte: EBC GERAL


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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas
A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.
Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.
Críticas e denúncias
No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.
“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.
A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.
Impacto na cidade
Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.
Custos e processo de construção
O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.
Notas da Prefeitura
Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.
A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.
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