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Clube do Rio decreta luto de 7 dias por morte de jogadores em acidente
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O Duque de Caxias Futebol Clube lamentou o acidente sofrido pela delegação do Esporte Clube Vila Maria Helena, time de futebol de Duque de Caxias (RJ), na madrugada desta segunda-feira (30), na BR-116, em Além Paraíba, Minas Gerais. A delegação voltava da Copa Nacional, disputada em Ubaporanga, também em Minas Gerais.

No acidente com o ônibus, que caiu de uma altura de 10 metros e ficou de cabeça para baixo dentro de um riacho, quatro pessoas morreram – três adolescentes com idades entre 14 e 17 anos – e um adulto. Vinte e nove pessoas ficaram feridas.
Em nota, o Duque de Caxias, clube da Baixada Fluminense, informa que decretou luto de sete dias e manifesta solidariedade a atletas, comissão técnica, amigos e familiares das vítimas. “Por conta disso, todas as atividades das categorias de base previstas para esta semana foram suspensas, e o clube decreta luto de sete dias”, diz o texto.
Os quatro mortos eram todos integrantes do time de futebol sub-20 do Esporte Clube Vila Maria Helena, que foi campeão na categoria sub-18 e vice-campeão na sub-16, da Copa Nacional.
Em Leopoldina, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que alguns dos passageiros feridos foram retirados do riacho em estado grave. As vítimas foram socorridas em hospitais de Leopoldina e de Além Paraíba.
Segundo a prefeitura de Além Paraíba, 22 pessoas estão sendo atendidas no hospital São Salvador – dois adultos, entre os quais, um jovem de 19 anos, e 20 menores de 18 anos. “Quatro pacientes requerem cuidados especiais, sendo que três adolescentes passaram por cirurgias e se recuperam na UTI [unidade de terapia intensiva] e outro em unidade intermediária”, informou a prefeitura.
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informa que abriu inquérito para apurar os fatos. “Algumas vítimas que receberam alta do hospital já foram ouvidas. O motorista, assim que possível, também será ouvido. Os corpos das quatro vítimas fatais confirmadas serão encaminhados ao Posto Médico Legal de Juiz de Fora para identificação”, acrescenta a nota.
Edição: Nádia Franco
Fonte: EBC Geral
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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas
A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.
Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.
Críticas e denúncias
No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.
“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.
A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.
Impacto na cidade
Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.
Custos e processo de construção
O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.
Notas da Prefeitura
Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.
A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.
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