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Dia Mundial da Saúde e o conceito de ser saudável

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Muitas pessoas se consideram saudáveis quando estão sem nenhuma doença, entretanto, a falta de enfermidades não significa necessariamente a presença de saúde. Afirmar que uma pessoa está saudável exige um conjunto de fatores, como qualidade de vida e aspectos físicos e mentais. E no Dia Mundial da Saúde, comemorado neste dia 07 de abril, vamos falar do conceito que a Organização Mundial da Saúde (OMS), considera para uma pessoa saudável.

Lá em 1946, a OMS aprovou o conceito do que seria estar saudável, e assim definiu; “a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. Hoje, quase 80 anos depois, com base nesse conceito, podemos ter noção do quanto é difícil ser considerado uma pessoa saudável. A saúde mental, que tem sido discutida cada vez mais, necessariamente, é claro, faz parte deste conjunto e afeta diretamente a saúde física.

O que deixa a missão de alcançar esse conceito ainda mais difícil é que infelizmente, para muitas pessoas, ter acesso à saúde ainda é um problema. De acordo com o Conselho de Economia da Saúde para Todos da OMS, pelo menos 140 países reconhecem a saúde como um direito humano em suas constituições. No entanto, os países não conseguem aprovar e implementar leis para garantir que suas populações tenham o direito de acessar os serviços de saúde. Isso corrobora o fato de que pelo menos 4,5 bilhões de pessoas (mais da metade da população mundial) não estavam totalmente cobertas por serviços essenciais de saúde em 2021.

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A pandemia, que abalou o sistema de saúde do mundo inteiro, nos acendeu um alerta, e nunca estivemos tão preocupados com a saúde como atualmente. Porém, no Brasil a saúde é dividida em pública e suplementar. A pública está estruturada no interior do Sistema Único de Saúde (SUS); e a suplementar é a saúde privada, que compreende os planos de saúde. Atualmente, 7 em cada 10 brasileiros dependem exclusivamente do SUS, o restante da população utiliza a saúde privada.

E como sabemos, saúde de qualidade, com estrutura e equipamentos de última geração, custa caro. Logo, fica cada vez mais difícil alcançar o conceito de saúde da OMS. Ser saudável atualmente não é fácil, uma vez que enfrentamos desafios, como rotinas estressantes, pouco tempo para nos alimentar bem e praticarmos atividades físicas. Entretanto, devemos tentar ao máximo adotar no dia a dia práticas que melhorem nossa qualidade de vida a fim de conseguirmos uma melhoria física, mental e social.

Portanto precisamos nos preocupar mais com a nossa saúde. Desacelerar da rotina, dar mais tempo e importância para os cuidados com o corpo e a cabeça, se desligar do mundo por uns instantes, praticar exercícios, e estar ao lado de quem te faz se sentir bem, pode ajudar a alcançar o conceito de pessoa saudável.

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Dr. Altino José de Souza é presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso (Sindessmat)

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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